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Portugal: Achado bebé de 2 anos perdido no mato 35 horas — Está são e salvo! 18 Junho 2021

Um final feliz às 20 horas de quinta-feira, 17, passadas mais de trinta horas sobre o desaparecimento de Noah desde a manhã de quarta-feira. Nas operações de busca estiveram 127 elementos, entre GNR, bombeiros, proteção civil municipal, sapadores florestais e voluntários, com apoio de equipas cinotécnicas, drones, mergulhadores, bem como vizinhos da aldeia do drama no distrito de Castelo Branco, em linha reta com Lisboa a 200 km.

Portugal: Achado bebé de 2 anos perdido no mato 35 horas — Está são e salvo!

Noah foi encontrado ("por populares") ao início da noite de quinta-feira, cerca das 20 horas, todo nu, num caminho florestal, a cerca de quatro quilómetros em linha reta de casa. A foto em primeiro plano mostra o reencontro do pai e do bebé de dois anos. Apesar de tantas horas decorridas e "algumas escoriações", a criança aparentemente está bem.

Segundo a SIC, a criança foi encontrada por populares numa zona de mato, de difícil acesso. Imediatamente foi assistido no local e levado de seguida para o serviço pediátrico do Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, a 37 km.

Foram mais de trinta horas em que — através das televisões (RTP, SIC, TVI) e outros órgãos de imprensa — Portugal acompanhou o drama da busca pelo menino de dois anos, Noah (nô-a), que na manhã de quarta-feira desapareceu de casa, entre as cinco (hora a que o pai saiu) e as oito (quando a mãe não o encontrou).

Noah tinha conseguido "há poucos dias" chegar sozinho ao campo onde estava o pai. Este, um belga casado com uma portuguesa, trabalha há três meses nos campos agrícolas próximos de casa, pertencentes aos sogros.

Mas desta vez, a criança perdeu-se no caminho — talvez porque o cão perdeu o faro devido à humidade. Noah andou umas trinta e cinco horas, passou fome, dormiu ao relento ... na noite fria estava todo despido, porque foi deixando a roupa pelo caminho após voltas e mais voltas por um perímetro de dez quilómetros.

O cão que acompanhava Noah foi encontrado, por um vizinho, a uma distância de quatro quilómetros da casa. Retrospetivamente é plausível que ele tenha permanecido no local onde se separou da criança.

As buscas, por militares da GNR com cães pisteiros, foram dificultadas pela humidade elevada na área, segundo informou um responsável durante um dos vários encontros com a imprensa.

A Polícia Judiciária em comunicado de imprensa no final desse primeiro dia indicava que tinha sido encontrada uma camisola (3ªfoto), no caminho. A mãe confirmara que era a que o menino tinha vestida. Também mais tarde foi noticiado que a fralda fora encontrada.

Pegadas indiciam que andava sozinho

Na madrugada do segundo dia, foram encontradas novas pistas: "pegadas de uma criança" (2ªfoto), segundo o serviço de comunicação e relações públicas do Comando Territorial da GNR. As pegadas indicavam que o bebé, que segundo a mãe levara as galochas (tipo de bota, feito de borracha ou outro material impermeável, para proteger da chuva ou da umidade), agora andava descalço.

Sobre as pegadas encontradas, um inspetor da PJ considerou demonstrarem que, pela uniformidade, a criança estaria a andar "por sua livre vontade" e não forçada. Disse ainda que, se Noah estivesse acompanhado, "seria impossível não haver outras pegadas".

Buscas: populares, mergulhadores

Nas operações de busca estiveram 127 elementos, entre GNR, bombeiros, proteção civil municipal, sapadores florestais e voluntários, com apoio de equipas cinotécnicas (de cães pisteiros), drones e mergulhadores, que vistoriaram poços e linhas de água, como o regato mais próximo da casa (1ªfoto)).

Na conferência de imprensa desta quinta-feira à tarde, o responsável pela operação disse que o "esforço das buscas" ia incidir no ponto onde encontraram uma galocha e os calções do menino. O novo achado estava a cerca de 1300 metros do sítio onde tinham encontrado a camisola (3ªfoto). Durante a noite, também tinham sido detetadas pegadas que, pelo tamanho, pareciam ser de uma criança (a 300m da camisola). Na mesma zona tinham já sido encontradas, ao final da tarde de quarta-feira, o cão que sempre acompanha o menino.

Afogamento?

A hipótese do afogamento foi reforçada com duas circunstâncias. Uma, a galocha encontrada. Outra, um afogamento na mesma região, ocorrido em 25 de julho de 2019, quando um homem mergulhou para salvar uma criança que caiu à água na praia fluvial da Cerejeira, em Proença-a-Nova. A criança foi salva, mas o homem, de 43 anos, que mergulhou para a salvar perdeu a vida no fundo do rio.

Que cão é esse, que abandonou Noah?

"Os cães não abandonam as pessoas, mormente crianças", afirmou um pediatra ouvido pela estação de TV SIC. "A história está mal contada", concluía.

O desfecho veio provar que dadas as circunstâncias todas as certezas podem desvanecer-se. Circunstâncias: condições atmosféricas, presença de pontos de água, por exemplo.

A criança perdeu-se do cão, porquê? Talvez porque ao molhar-se e despir-se pelo caminho deixou desorientado o cão sem pontos de referência, será? Talvez porque o cão perdeu o faro devido à humidade?

Retrospetivamente é plausível que o cão — encontrado, por um vizinho, a uma distância de quatro quilómetros da casa — tenha permanecido no local onde se separou da criança. À espera do seu regresso.

Fotos em capturas de ecrã.

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