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Julgamento de Netanyahu por corrupção arranca no 7º dia do governo coligado 25 Maio 2020

Domingo, 24, primeiro dia da semana judaica, arrancou em Jerusalém o julgamento do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Há um mês, em 21 de abril, o procurador-geral Avichai Mendelblit tinha anunciado , os crimes de que é acusado o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu: corrupção, fraude e peculato — o que faz dele o primeiro chefe de governo em exercício no Estado de Israel a sentar-se no ’banquinho de réu".

Julgamento de Netanyahu por corrupção arranca no 7º dia do governo coligado

"Apresento-me ao tribunal de cabeça erguida e costas direitas", disse o chefe de governo mais longevo da história de Israel ao chegar ao edifício.

É histórico, inédito o julgamento que arrancou hoje e põe um chefe de governo em exercício de funções a sentar-se no banco dos réus. Mas esta primeira audiência do "Estado de Israel versus Netanyahu", que opôs três juízes ao primeiro-ministro, não durou mais que uma hora.

O réu Netanyahu saiu do tribunal da capital, sem que o trio de magistrados fixasse a data da próxima audiência. Prorrogação sine die? A primeira audiência faz prenunciar que o insólito se torna possibilidade, dizem os analistas políticos.

O insólito está também no modelo de governo rotativo entre Benjamin ’Bibi’ Netanyahu, de 70 anos, e Benny Gantz, de 60 anos, bem como, no consenso para combater o coronavírus — no momento em que Israel regista 16.717 casos confirmados e 279 óbitos.

O período inicial da governação, como prometeram os rivais Benny e Bibi no acordo assinado em 20 de abril, irá decorrer em trabalho conjunto e evitará todo o tipo de desacordo. Este é um dos principais pontos do acordo assinado, que estabelece para cada um dos primeiros-ministros dezoito meses de governo.

O governo sui generis terá uma estrutura pesada: duas residências oficiais, dois primeiros-ministros revezando-se no cargo de vice-primeiro-ministro, além de mais ministérios para que cada partido tenha o mesmo número de pastas que o rival.

Israel segue regra dos 2 m de distância em manifestação — Milhares contra políticas de Netanyahu em tempo de Covid-19

Ao fim de dezassete meses de crise eleitoral, Israel chegou a entendimento entre os dois partidos mais votados.

Entretanto a crise social trazida pelo surto pandémico tem levado às ruas de Telavive milhares de descontentes com a gestão da pandemia.

Milhares de pessoas com máscaras, bandeiras e cartazes juntaram-se — mantendo a distância que a OMS recomenda — na praça Rabin para protestar contra as políticas de Benjamin Netanyahu relativas à pandemia em curso.

Os manifestantes empunhavam cartazes em que pediam o fim "das medidas antidemocráticas" que o primeiro-ministro impôs, a pretexto de conter a propagação do novo coronavírus.

Fontes: Times of Israel/Haaretz/BBC/Worldometers. Relacionado: Israel: Netanyahu e Gantz assinam termos de governação rotativa — Acordo de rivais para combater pandemia, 22.abr.020; Israel: Gantz falha em formar governo, 3ªs eleições em menos de 1 ano — PGR indicia Netanyahu por corrupção, 22.nov.019. Fotos: Em frente ao tribunal de Jerusalém, mais de uma centena de manifestantes gritam o seu apoio: "Netanyahu! O povo está contigo!" É o primeiro chefe de governo em exercício que se senta no banco dos réus.

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