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Coreia do Sul: Edil de Seul ’potencial sucessor do Presidente Moon’ achado morto após ex-secretária revelar assédio sexual 11 Julho 2020

O presidente de Seul e como tal ’segundo homem’ do país, Park Won-Soon, de 64 anos, foi encontrado morto pouco depois das zero horas desta sexta-feira, 10, dois dias depois de ser constituído arguido por assédio sexual sobre uma sua ex-secretária.

Coreia do Sul: Edil de Seul ’potencial sucessor do Presidente Moon’ achado morto após ex-secretária revelar assédio sexual

O Edil submeteu um pedido de licença na quinta-feira. A filha, não o conseguindo contactar ao longo dia, veio na tarde desse dia (17H15 hora local, menos 10 H em Cabo Verde) a dar o alerta às autoridades, após ser encontrado um bilhete na residência oficial. Os termos da nota soaram como "a expressão da sua última vontade".

O bilhete continha um pedido de "desculpas a todos", segundo a Yonhap, a agência noticiosa oficial.

O corpo foi encontrado, com o auxílio de cães pisteiros e drones, em Bugak, montanha florestada a mais de trezentos quilómetros da residência oficial em Seongbuk, Seul. Entre o alerta de desaparecimento e a descoberta de Park, já cadáver, decorreram menos de cinco horas.

O "visionário dirigente" de Seul — a capital e maior cidade do país, com mais de 9,7 milhões de habitantes — foi três vezes eleito, em 2011, 2014 e 2018, pelo Partido Democrático no poder. Park era o preferido na sucessão ao atual presidente sul-coreano Moon Jae-In.


Caso judicial termina com a morte

O tribunal de Seul constituiu Park arguido depois de receber a queixa de uma ex-secretária do gabinete municipal. Segundo a queixosa, o Edil tinha-a submetido a "contactos físicos indesejados", além de mensagens com conteúdo "indecente".

O bilhete deixado por Park Won-Soon especifica o pedido de perdão à família — esposa e dois filhos —, e diz "lamentar ter-[lhes] causado só sofrimento". Pede ainda para ser cremado e as cinzas depositadas no túmulo dos pais.

A nível judicial, a morte do réu leva ao arquivamento automático do caso, segundo a lei coreana.

Fontes: Korea Times/outras referidas. Foto (Wikipedia): Park Won-Soon.

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