ECONOMIA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Vulcão da ilha do Fogo é posto de trabalho para 30 guias turísticos 01 Dezembro 2019

A subida ao vulcão da ilha do Fogo não está ao alcance de qualquer um, sendo uma viagem de três horas (subida), exclusivamente a pé pelo trilho demarcado, lentamente, até chegar ao ponto mais alto de Cabo Verde (Pico Grande), com 2.829 metros de altitude. Apesar das dificuldades, os turistas, sobretudo europeus, não param de chegar à Chã das Caldeiras, uma pequena aldeia, que representa o turismo, a par da agricultura, que ali encontrou condições únicas (microclima) para prosperar a grande atividade económica e fonte de rendimento da comunidade local.

Vulcão da ilha do Fogo é posto de trabalho para 30 guias turísticos

O vulcão é assim, o posto de trabalho para muitos jovens de Chã das Caldeiras. Eudes Fernandes, 23 anos e guia turístico desde 2017, é um dos 30 jovens guias turísticos, que sempre viveu nesta localidade. Conforme conta à Lusa, fez formação para ser guia turístico e, que, além do português, sabe também, falar o inglês, o francês e o espanhol, línguas que necessita para explicar a história do vulcão aos turistas, durante as viagens, normalmente a subir, tendo em conta que as descidas são mais rápidas e os obrigam a ter cuidados redobrados.

A meio da manhã, Eudes Fernandes diz, prossegue a mesma fonte, que subir e descer o pico com turistas é viagem de três horas, percurso que consegue repetir algumas vezes durante o dia."Não é para qualquer um, é preciso ter preparação física, mas para mim, é muito fácil. É, como ir da cozinha para a sala de jantar. Por acaso, hoje vou duas vezes ao Pico Grande. Vou dormir lá em cima, com outros clientes", revela à Lusa, acrescentando que por dia, são nove quilómetros a andar no vulcão.

Este guia turístico explica ainda, que em cada viagem pode acompanhar, desde apenas um turista, até um grupo de seis, mas mais do que isso, diz que têm de ser dois guias, por questões de segurança, "embora chegaram a apanhar alguns sustos, por causa de quedas de turistas, mas sempre sem gravidade", salienta.

Recorde-se que depois da última erupção do vulcão do Fogo, ocorrida a 23 de Novembro de 2014, foi criada a Associação de Guias de Turismo de Chã das Caldeiras, que atualmente, tem 30 guias inscritos em atividade, que segundo o seu presidente, João Pedro de Pina Silva, o rendimento neste setor, dá para viver e sustentar a família.

"Além da atividade de guias, o alojamento local tem sido a solução encontrada por muitas famílias e é um meio para driblar a seca, que tem assolado Cabo Verde por três anos consecutivos", ressalta, destacando que neste momento, há cerca de uma dezena de pequenas pensões já instaladas na aldeia, que fica a quase 2.000 metros de altitude, disponibilizando mais de uma centena de quartos.

"Contudo, não estão a dar resposta, obrigando a que algumas pessoas construam quartos individuais nas suas próprias residências para poderem acolher mais turistas, que dia pós dia, visitam a Chã e seu imponente vulcão", conclui João Pedro citado pela Lusa.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade





  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Abonnement

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project