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Violência Sexual: “É preciso trabalhar para combater este tipo de abuso”- Vicenta Fernandes 11 Dezembro 2019

A presidente da Associação Cabo-verdiana de Luta Contra Violência Baseada no Género (ACLCVBG), Vicenta Fernandes, afirmou durante uma declaração à inforpress, que é preciso trabalhar para combater a violência sexual, considerando que as pessoas que sofrem com este tipo de abuso transformam-se em indivíduos “frustados, com traumas, depressão, tristeza e com tendência de viver uma vida sem amor”

Violência Sexual: “É preciso trabalhar para combater este tipo de abuso”- Vicenta Fernandes

Na sequência dos eventos que marcaram os 16 Dias de Ativismo contra a Violência de Género, este ano foi destacado como tema “Geração Igualdade contra a Violência Sexual” com a justificativa de que essa questão é muito preocupante no mundo inteiro, pelo que considera ser necessário que a geração jovem seja “bastante activa” na igualdade e equidade na questão de género.

Segundo Vicenta Fernandes, este fenómeno necessita ser trabalhado em Cabo Verde, começando pelos dados. “O Governo, mais de que ninguém, deveria afetar recursos para que as associações que têm estado a trabalhar a temática possam fazer mais, assim como as leis e quem penaliza, acrescenta.

Durante às declarações à Inforpress, a presidente afirmou que a associação tem recebido várias denúncias de violências e assédios sexuais, que recai, sobretudo, sobre adolescentes e mulheres adultas. “O país possui uma lei muito boa sobre VBG desde 2011, mas o maior problema são os recursos para que a lei seja posta em prática e para que seja divulgada junto da sociedade e das comunidades em todo o território nacional. As associações com pouco recursos financeiros não podem dar conta dessa missão, visto que a divulgação da lei necessita ser feita na cidade, no meio rural, nas ribeiras e em todos os cantos do país”, acentua.

Desta forma, Vicenta Fernandes diz que não basta ter lei, mas sim é preciso que esta lei seja posta em prática.

Ao longo da sua declaração, a presidente argumentou ainda que é preciso que as escolas trabalhem neste assunto, de modo a ter uma geração de igualdade e com outro tipo de mentalidade. “Não é fácil conviver com mulheres e adolescentes que nos contam o seu sofrimento de violência sexual na infância com amigos, tios, pais, ou outras pessoas e que não conseguem organizar uma família pela experiência que viveram”, conta.

De salientar que em 2019, a associação registou o caso de cinco agressores, com pena suspensa, conclui a fonte referida.

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