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Venezuela divide opiniões na União Europeia 05 Fevereiro 2019

A União Europeia está dividida quanto a reconhecer, ou não, Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, com legitimidade para marcar eleições. Vários países, incluindo Portugal e Espanha, dois dos mais importantes parceiros da Venezuela na Europa, reconheceram Guaidó e deixaram cair Maduro. O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, fez o anúncio esta manhã. Mas a maior resistência parece vir de Itália. O governo de Roma exerceu o direito de veto e impediu um reconhecimento de Guaidó por parte da União Europeia.

Venezuela divide opiniões na União Europeia

Conforme a imprensa, o presidente francês Emmanuel Macron usou o Twitter para reconhecer Guaidó e apoiar o grupo internacional de contacto patrocinado pela União Europeia.

O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Jeremy Hunt, usou a mesma via e diz que a recusa de Maduro em marcar novas eleições levou a esta decisão.

Juan Guaidó já foi reconhecido como presidente interino da Venezuela pela maioria dos Estados-membros da União e pelo Parlamento Europeu. O governo da Grécia apoiou a posição da União europeia, depois de o próprio partido maioritário no Governo, o Syriza, ter expressado apoio a Maduro.

Italia impediu UE reconhecer Guaidó

Mas a maior resistência parece vir de Itália. O governo de Roma exerceu o direito de veto e impediu um reconhecimento de Guaidó por parte da União Europeia.

Respondendo ao número dois da diplomacia italiana, Manlio Di Stefano, sobre a Venezuela poder tornar-se numa nova Líbia, Guaidó respondeu: "Isso representa uma falta de conhecimento sobre o que está a acontecer na Venezuela, porque 90% das pessoas querem a democracia. Quem está a fazer os massacres é um pequeno grupo e convido o secretário de Estado a investigar sobre o que está a acontecer".

Nicolás Maduro mantém-se firme e recusa fazer qualquer concessão para que a Venezuela tenha eleições livres, ao mesmo tempo que acusa os Estados Unidos de Donald Trump de estarem por detrás de Guaidó. A Rússia é, até agora, o principal aliado internacional de Maduro, a par da China, que admitiu no entanto estar a manter contactos todas as partes em conflito.

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