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Venezuela devia libertar presos políticos, diz Michelle Bachelet em visita oficial 24 Junho 2019

A atual comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, em visita oficial à Venezuela falou com o presidente Nicolás Maduro sobre a crise humanitária e a libertação dos alegados setecentos e quinze presos políticos.

Venezuela devia libertar presos políticos, diz Michelle Bachelet em visita oficial

“Apelo às autoridades para que libertem todos os que estão detidos ou privados da sua liberdade por exercerem pacificamente os seus direitos civis”, disse Bachelet na sexta-feira, 21, no final da visita de três dias, a convite do presidente venezuelano.

A comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos manteve encontros com familiares de detidos acusados de “conspiração” para derrubar o governo. Bachelet também se encontrou com venezuelanos que perderam familiares nos protestos anti-Maduro de 2017.

Grupos de defesa dos direitos humanos têm vindo a instar a alta responsável das Nações Unidas para defender a libertação dos alegados setecentos e quinze presos políticos. É uma situação que o governo de Maduro nega existir.

“Disse-lhe que ela pode contar comigo, enquanto presidente, que tomo muito a sério as recomendações e sugestões que ela fez”, respondeu Maduro. O presidente acrescentou que todos os acusados de violação dos direitos humanos serão responsabilizados.

Delegados da ONU para seguir situação humanitária

A comissária das Nações Unidas anunciou que dois delegados da ONU sob a sua supervisão irão permanecer na Venezuela com o mandato de “prover assistência e assessoria técnica” bem como “para monitorar a situação dos direitos humanos” em todo o território venezuelano.

As Nações Unidas calculam que desde 2015 quatro milhões de venezuelanos deixaram o país flagelado pelo colapso dos serviços públicos e escassez de alimentos. A Unicef calcula que mais de três milhões de crianças venezuelanas precisam de assistência urgente.

Encontro com Guaidó

A agenda da comissária das Nações Unidas incluiu o encontro com o líder da oposição Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino há seis meses e desde então conta com o apoio de meia centena de países, entre eles os Estados Unidos.

A comissária apelou ao diálogo entre o governo e a oposição e enalteceu a mediação norueguesa. “É compreensível que haja algum ceptcismo quanto aos bons frutos destas negociações, mas digo que a situação grave no país exige que os líderes tentem o diálogo”, rematou Bachelet.

Fontes: EFE/AP/Televisões

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