NÔS TRADISON

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

VAMAR K4RTET, a banda que soa jazz Kriol em contributo a cultura cabo-verdiana 03 Abril 2021

O grupo constituído por 4 grandes artistas musicais tem apostado no incentivo à criação musical em Cabo Verde e mais precisamente aqui no Mindelo, cidade “cosmopolita e fonte de inspiração”. O representante da banda, Vamar Martins, acredita que o quarteto tem de tudo mesmo de improvável. Cada membro possui características próprias que ao juntarem os seus instrumentos impressionam o público.

VAMAR K4RTET, a banda que soa jazz Kriol em contributo a cultura cabo-verdiana

Em entrevista exclusiva ao Asemana, Vamar Martins admite que, a banda VAMAR K4RT acredita plenamente na liberdade do artista e na riqueza de um país pela sua diversidade cultural sem fazer desaparecer a sua identidade revisitando a nossa musica e não só, num universo jazz com total liberdade de expressão.

Em uma pequena apresentação, fazem parte da banda Vamar Martins, que é compositor e guitarrista, Eder Mota (jovem músico e baixista), Yanick Almeida (saxofone), e na bateria temos Markus Leukel , que também é professor de muitos talentosos bateristas.

Conforme Vamar, o grupo surgiu de forma “singela e despreocupada” há um ano, onde a responsabilidade e a conexão musical ganharam forma e deu lugar a um “projeto sério, artisticamente responsável e conscientementeno dever de fazer algo para Cabo Verde a nível cultural”.

O grupo toca um pouco de tudo, desde música de Cabo Verde, alternativa, jazzística, passando pelo instrumental, com base nos ritmos tradicionais. Neste momento a banda VAMAR K4RT almeja um Trabalho contínuo, composição diária, pesquisa, estudo, porque conforme acrescenta, cada dia é um projeto ou vários projetos ao mesmo tempo .

Num contexto marcado pela pandemia da Covid-19, o guitarrista salienta que, como todos os artistas do mundo inteiro, os concertos são muito escassos e devido a um público menos denso, reflete também no cachet.

No entanto, este não é o grande desafio para o grupo, mas sim, como conciliar os tempos de cada elemento para os habituais ensaios. “Para nós o verdadeiro desafio, é de reconciliar o tempo do nosso dia a dia, que é a batalha para a vida, (pagar as despesas básicas), com o tempo de trabalho artístico , que nem sempre condiz com cada elemento do grupo”, explica o artista.

Neste momento, Vamar diz que só em 2003 gravou um EP, depois dedicou-se ao ensino e acompanhar artistas na França. Deixou de lado durante 15 anos, a vontade de gravar composições originais, mas de regresso a Cabo Verde, pois o " bichinho" voltou, isso quando ainda não existia a banda.

Em relação as parcerias, o compositor conclui que, quando a situação proporciona, as portas vão continuar sempre abertas a parcerias e que, para o mesmo, partilhar seja em dueto ou em grupo, é sempre “gratificante”.

AC/Redaçao

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project