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Tuìte de comediante Roseanne Barr — "Não era para ser racista" mas ABC despediu-a 04 Junho 2018

A ABC despediu-a, mas o tuìte da comediante queria ser fiel ao contrato de que Roseanne Barr faz tudo para fazer rir — como mostra a sua fama de "engraçada há mais de sessenta anos".

Tuìte de comediante Roseanne Barr —

Aos três anos, já fazia rir com, as suas atuações "muito engraçadas", a enorme família — parte da comunidade judaica proletária —que se reunia todos os sábados. Isto está na biografia dela, divulgada na altura em que foi inscrita no ’Hall of Fame’, a famosa calçada de Hollywood.

O tuìte do último domingo de maio, em que numa equação — MB (Fraternidade Muçulmana) + PoA (Planeta dos Macacos) = VJ — fez uma piada a Valerie Jarrett (VJ) que foi assessora de Obama, pode parecer pesado apenas a quem não sabe que o estilo da Roseanne é mesmo esse: rir até de si própria.

As controvérsias envolvendo a sua atuação de comediante incluem: em 1990, uma interpretação bastante polémica do Hino Nacional dos Estados Unidos, antes do jogo de basebol entre o Cincinanati Reds e o San Diego Padres. Fiel ao contrato de ’trazer humor ao hino’, Roseanne entoou-o a imitar o comportamento do basebolista que cospe a mão que agarra o taco. Esse momento, tido como polémico, ela recriá-lo-ia várias vezes em apresentações televisivas.

Outra criação polémica foi, em 2009, o ensaio fotográfico para a revista ’Heeb’ em que Roseanne vestida à Adolf Hitler retira de um forno biscoitos queimados em forma de homenzinhos. Houve protesto da comunidade judaica e o ensaio fotográfico foi retirado do site da revista logo depois.

Uma piada que falhou

A reação da esfera mediática fê-la apagar o tuìte, desinscrever-se do Twitter e deixar um pedido de "desculpa por esta piada que não teve graça nenhuma". Quando os ânimos serenarem, pode ser que alguém se pergunte como foi possível alguém considerar que a piada era dirigida contra a "pretidão de Valerie", de quem o cabo-verdiano Teixeira de Sousa, médico e escritor, podia descrever como o fez a si próprio em 1987: "todo branco por fora". Fontes: WP/NY Times/ outras referidas.

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