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Trump ‘correu com’ o jornalista incómodo que ‘se portou mal’ — CNN pede audiência de tribunal urgente 20 Novembro 2018

Esta segunda-feira, 19, a CNN entrou de novo em tribunal com um pedido urgente de audiência após o jornalista Jim Acosta receber uma carta a avisá-lo de que termina no fim do mês a sua acreditação de correspondente na Casa Branca.

Trump ‘correu com’  o jornalista incómodo que ‘se portou mal’  — CNN pede audiência de tribunal urgente

A CNN pediu uma audiência urgente com base em que “a Casa Branca continua a violar a 1ª e a 5ª emendas da Constituição”.

Em comunicado de imprensa, a rede de televisão afirma: “Tais ações ameaçam todos os jornalistas e órgãos de imprensa. Jim Acosta e a CNN vão continuar a cobrir as notícias da Casa Branca e do Presidente”.

O presidente Donald Trump já tinha dito na sexta-feira, 16, que “Se ele se portar mal, corremos com ele", depois que um tribunal devolveu, na sexta-feira, ao jornalista Jim Acosta a acreditação na Casa Branca que lhe tinha sido retirada no dia 8 deste mês, por ter recusado devolver o microfone(foto) e insistir em fazer perguntas ao presidente.

Na mesma sexta-feira, 16, a secretária de imprensa Sarah Sanders e o vice-diretor de comunicação Bill Shine redigiram a carta a Acosta que põe fim à posição de correspondente na Casa Branca. O argumento é a “conduta mantida na conferência de imprensa no dia 7”.

"O senhor é uma pessoa horrível"


A difícil relação do Presidente Trump com a CNN veio à tona na semana passada, durante uma conferência de imprensa, quando a insistência de Acosta em confrontar o presidente — sobre os migrantes, Khashoggi e a interferência russa — levou Trump a ordenar que lhe retirassem o microfone. Isto deu origem à cena em que uma estagiária tentou fazer isso e Acosta resistiu (foto). Trump não se conteve "O senhor é uma pessoa horrível. A CNN devia envergonhar-se por o ter contratado".

Barrado por "tocar" na estagiária

As imagens (foto) foram depois apresentadas em sites de direita numa versão truncada que visava sugerir que Acosta havia "tocado" na estagiária. Era falso, mas foi usado como pretexto para lhe revogarem o passe que dá acesso à Casa Branca.

A defesa do jornalista contestou isso em tribunal e o juiz (que Trump nomeou para o cargo) deu razão à CNN.

O juiz, ao decidir pela acreditação provisória a Acosta, afirmou que a Casa Branca tem de estabelecer regras claras para a imprensa.

Trump substitui argumento

Na sexta-feira, em entrevista à Fox News, Trump deixou cair o argumento da presumível agressão à estagiária, o qual foi, com apoio de imagens CCTV, contraditado em tribunal, e passou a uma nova linha de defesa.

Trump sugere agora que a insistência de Acosta — criticado por muitos colegas, que o acusam de exibicionismo – prejudicou os demais jornalistas a quem retirou a oportunidade de fazer perguntas, segundo Trump.

Fontes: CNN/Washington Post/Times of Israel/outras referidas.

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