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Tribunal decreta prisão preventiva e TIR para militares detidos durante assalto à residência na cidade da Praia 18 Agosto 2019

O Tribunal da Praia decretou prisão preventiva para três dos quatro militares detidos na terça-feira a assaltar uma casa, a mulher suspeita de ajudar a orquestrar o assalto ficou também em prisão preventiva, informou fonte judicial.

Tribunal decreta prisão preventiva e TIR para militares detidos durante assalto à residência na cidade da Praia

Ainda de acordo com a mesma fonte, os três soldados vão aguardar pelo desenrolar do caso detidos na cadeia militar, enquanto o quarto vai aguardar o desenrolar do processo sob Termo de Identidade e Residência (TIR).

Uma mulher suspeita de ajudar os militares a entrar na residência foi também detida e aplicada prisão preventiva como medida de coação.

A Polícia Nacional (PN) em Santiago Sul deteve, terça-feira, 13, em flagrante delito, quatro indivíduos por assalto à mão armada a uma residência no bairro da Cidadela, cidade da Praia. Informações avançadas quarta-feira pela Inforpress, que cita fonte policial, dão conta que os assaltantes são quatro militares.

De acordo com informações avançadas pela Polícia Nacional, a quadrilha estava armada e encapuzada, tendo amarrado os donos da residência, com o objectivo de subtraírem os seus bens.

“No entanto, através de uma denúncia anónima, a Esquadra de Piquete foi alertada e agiu com extrema rapidez, tendo impedido que o assalto acontecesse”, referiu a força policial.

Na posse dos assaltantes, a Polícia Nacional apreendeu 1.259.540 escudos, 6.320 euros, jóias, telemóveis e computadores, 05 cordões de ouro, 01 anel de ouro aliança, 02 pares de brinco em ouro, 01 medalha em ouro, 03 frascos de perfume, 04 telemóveis, 01 computador portátil e 01 relógio doirado.

Igualmente foram apreendidos os objectos utilizados pela quadrilha durante o assalto, sendo 02 armas de fogo de fabrico artesanal, 01 munição de calibre 12mm, 02 punhais, 02 pares de luvas de cor preta, 03 carapuças, 01 frasco de gás pimenta e ainda, 12 embrulhos de estupefaciente “padjinha”.

Na quarta-feira, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (CEMFA) cabo-verdianas, Anildo Morais, disse que o caso “mancha a imagem” da instituição e vai ser instaurado um processo disciplinar aos militares.

Anildo Morais indicou que os assaltantes são soldados da última incorporação na tropa cabo-verdiana e que praticaram o crime no seu período de folga, mas não utilizaram qualquer material militar.

O CEMFA explicou ainda que os soldados serão julgados por um tribunal civil, porque não se trata de um crime militar. A Semana com Inforpress

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