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Trabalhadores dos Correios avançam para greve exigindo reposição de subsídio de Natal a cem por cento 08 Dezembro 2018

Os trabalhadores dos Correios de Cabo Verde deram entrada hoje,07, a um pré-aviso greve de dois dias, 20 e 21 de Dezembro, para reivindicar a “reposição” do subsídio de Natal a 100% da retribuição.

Trabalhadores dos Correios avançam para greve exigindo reposição de subsídio de Natal a cem por cento

Esta informação foi avançada à Inforpress pelo secretário permanente do Sindicato de Transportes, Telecomunicações, Hotelaria e Turismo (SITTHUR), Carlos Lopes.

Conforme explicou o sindicalista, a decisão foi tomada após os trabalhadores conhecerem a medida tomada pela administração da empresa em reduzir este ano o subsídio de Natal de 100% para 60%.

Carlos Lopes informa que a greve, para exigir a reposição de “um direito adquirido há muitos anos” terá início às 07 horas do dia 20 do corrente e fim às 16 horas do dia 21. Segundo disse, esta paralisação terá abrangência nacional e afectará todos os serviços e funções exercidos por todas as categorias profissionais nos Correios de Cabo Verde.

O sindicalista, explicou ainda à Inforpress, que “existe um clima de grande descontentamento no seio dos trabalhadores da empresa, não só por causa dessa medida arbitrária e sem qualquer comunicação ou consulta prévia, como também, por várias outras razões que vêm afectando, de forma grave, o funcionamento dessa empresa”.

Segundo Carlos Lopes, os trabalhadores consideram que o Governo não tem dado “atenção alguma” a essa empresa, que tem sido “votada ao completo esquecimento”.

“Os Correios de Cabo Verde são tratados, pelo Governo, como parente pobre do Sector Empresarial do Estado”, disse a mesma fonte citando, por exemplo, o facto de “há mais de sete meses que a então presidente do Conselho de Administração se demitiu das suas funções e, até então, o governo não se preocupou em nomear uma nova Administração para a empresa”.

O sindicalista realçou, por outro lado, que os trabalhadores apontam “uma série de situações anómalas”, a nível da gestão, que “urge pôr cobro”, mas sublinha que isso só será possível com a nomeação de uma nova Administração, conclui a mesma fonte.

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