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Sistema bancário de luto: Morre o antigo vice-governador do BCV António Hilário da Cruz 27 Junho 2020

O sistema bancário cabo-verdiano está de luto, com a morte, na madrugada desta sexta-feira,26, na cidade da Praia, o antigo vice-presidente do Banco de Cabo Verde, António Hilário da Cruz.

Sistema bancário de luto: Morre o antigo vice-governador do BCV António Hilário da Cruz

Em comunicado remetido ao ASemanonline, o governador do BCV, lamentou ter recebido com consternação a notícia do falecimento de Hilário da Cruz. «É com profunda consternação que o Banco de Cabo Verde comunica que faleceu o ex-vice-Governador do Banco de Cabo Verde, Dr. António Hilário da Cruz, esta madrugada, na cidade da Praia. O Dr. António Hilário da Cruz, licenciado em Finanças, era inspetor do Conselho de Inspeção de Jogos, em Portugal, quando Cabo Verde se torna independente, a 5 de julho de 1975. Três meses depois, regressa ao país natal para ingressar no BCV. Desde então, passou por vários departamentos e cargos, até se tornar vice-Governador, aposentando-se no ano 2000», realçou João Serra.

Segundo a mesma fonte, António Hilário da Cruz será sempre recordado como um homem de fino trato, muito competente e que contribuiu fortemente para a edificação do Banco Central enquanto um dos pilares do sistema financeiro cabo-verdiano.

O comunicado do BCV refere que, no livro “Banco de Cabo Verde - 40 anos de História”, publicado em 2016, o António Hilário Cruz recordou que começou por superintender as atividades, em Cabo Verde, das três agências do Banco Nacional Utramarino (BNU), da delegação do Banco do Fomento e da Inspeção do Comércio Bancário, na medida em que o BCV só viria a ser criado em setembro de 1975.
Cruz considerou que o papel do BCV “foi determinante” para a sobrevivência de Cabo Verde, nos primeiros anos da Independência. Tudo, segundo ele, por ter ajudado a evitar “ruturas na importação de bens de primeira necessidade”, ao garantir, em divisas, o equivalente a seis meses de importações.

Olhando para os quarenta anos de existência do BCV, António Hilário da Cruz, ainda no livro “Banco de Cabo Verde - 40 anos de História”, concluiu que “valeu a pena”. E explicou: “Valeu a pena porque, de um sistema bancário rudimentar, evoluímos bastante, para um nível de prestação e qualidade que em nada se compara aos primeiros momentos da nossa Independência. «É claro que todos nós, quadros ou funcionários do Banco de Cabo Verde, contribuímos para isso, o que não deixa de ser confortante, sobretudo, tendo em conta o nosso ponto de partida”.

De recordar que, no dia 14 de abril de 2016, o BCV homenageou António Hilário da Cruz, no âmbito da apresentação do já referido livro “Banco de Cabo Verde - 40 anos de História”, juntamente com 25 personalidades que protagonizaram papéis de grande relevância para a instituição.

«Neste momento de dor, é com profundo pesar que o Banco de Cabo Verde e o Governador expressam as mais sentidas condolências à Família enlutada», lê-se no comunicado do BCV a que este jornal teve acesso.

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