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Sindicatos dos professores da Guiné-Bissau entregam pré-aviso de greve 12 Fevereiro 2019

Os três sindicatos dos professores da Guiné-Bissau entregaram, esta segunda-feira, 11, um pré-aviso de greve para a paralisação de aulas, com início nesta quinta-feira e término a 07 de março próximo.

Sindicatos dos professores da Guiné-Bissau entregam pré-aviso de greve

“Já entregámos o pré-aviso de greve. Na quinta-feira, vamos dar início à greve até 07 de março", disse à agência Lusa Bungoma Durte Sanhá, porta-voz dos três sindicatos, acrescentando que com a entrega deste documento “cai por terra" o memorando de entendimento assinado em janeiro com o Governo.

Os três sindicatos continuam a exigir o pagamento de salários em atraso aos professores contratados e novos ingressos, que já vão com 10 meses de salários em atraso. Por isso, o porta-voz dos três sindicatos ressalta que é exigido a aplicação da revisão do Estatuto de Carreira Docente, que foi promulgado quase ao mesmo tempo que a lei da paridade pelo Presidente guineense, José Mário Vaz.

"A lei da paridade já foi publicada no Boletim Oficial (equivalente ao Diário da República) e a revisão do Estatuto de Carreira Docente ainda não e no início de janeiro, os três sindicatos representativos dos professores assinaram com o Governo um memorando de entendimento, na presença da sociedade civil, associações de pais e do Presidente guineense, José Mário Vaz”, salienta o sindicalista.

Outro sindicalista que se mostra indignado, é Domingos de Carvalho. Este faz relembrar que não tinha sido possível alcançar entendimento em todas as matérias reivindicadas, mas que o Governo iria pagar os salários em atraso aos professores contratados e novos ingressos e aceitou fixar um calendário para pagamento de todas as dívidas atrasadas.

Recorde-se, que os professores guineenses estiveram em greve de outubro a início de janeiro deste ano, obrigando a que milhares de alunos perdessem o primeiro período do ano letivo.

Na sexta-feira passada, uma ameaça à greve dos professores provocou uma manifestação de estudantes, que culminou com distúrbios e atos de vandalismos, e perante isso, o Governo sentiu-se obrigado a pagar os dois meses de salários atrasados aos professores contratados e novos ingressos.

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