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Shireen Abu Akleh: Funeral perturbado pela polícia que carregou sobre séquito e caixão quase caiu ao chão 15 Maio 2022

As imagens da violência policial na sexta-feira sobre os participantes nas exéquias da jornalista palestina "assassinada pelos militares de Israel" estão a suscitar a condenação da comunidade internacional. A Casa Branca expressou que "condena veementemente" o ocorrido, a União Europeia disse da sua "profunda incredulidade" e a ONU pede uma investigação rigorosa à "atuação da polícia de Israel".

Shireen Abu Akleh:  Funeral perturbado pela polícia que carregou sobre séquito e  caixão quase caiu  ao chão

O caixão de Shireen Abu Akleh, à saída do hospital e a dirigir-se para a igreja de São José no recinto sagrado de Jerusalém, quase caiu ao chão quando a polícia israelita armada de bastões avançou em direção aos portadores, aparentemente para arrancar as bandeiras da Palestina das mãos da multidão. "Mais de dez mil pessoas acompanharam as exéquias", segundo o Times of Israel.

Os diários israelitas da referência escrevem sobre a "desumanidade" que a polícia de Israel manifestou "durante a procissão em homenagem à jornalista assassinada" na quarta-feira. "Mostraram que são incapazes de compreender a dor e o sofrimento do povo da Palestina", escreve o Haaretz.

Investigação

A comunidade internacional voltou a pedir mais uma investigação sobre o assassínio da jornalista Shireen Abu Akleh. Depois da quinta-feira, o apelo foi repetido no dia seguinte, desta vez sobre a "atuação da polícia de Israel" durante a cerimónia fúnebre.

Testemunhos de jornalistas dos órgãos da referência desmentem as alegações —contidas no comunicado que a polícia emitiu na tarde de sexta-feira — de que os participantes no funeral teriam lançado pedras sobre os agentes da polícia que "procuravam garantir a segurança das pessoas" do séquito fúnebre. "Quando a polícia avançou em direção ao caixão, viram-se algumas garrafas de água a serem atiradas", escreveu o correspondente da BBC.

Também o irmão da vítima relatou à BBC que "queríamos uma procissão do hospital até à igreja e depois até ao cemitério. Mas infelizmente no minuto em que saímos do hospital fomos atacados por bastões, granadas de gás..."

Prossegue Tony Abu Akleh: "Só estávamos a prestar uma homenagem à minha irmã, porque não é só a família que está de luto, é também o povo da Palestina, grato pelo trabalho que a Shireen fez durante 25 anos. Mas a polícia bateu nas pessoas, atirou granadas e gás lacrimogéneo contra a multidão. Tudo isto é inexplicável".

Fontes: BBC/NY Times/ Business Insider/Times of India/Times of Israel/Jerusalem Post/Haaretz. Fotos: A jornalista teve exéquias sob o rito cristão na Cidade Velha de Jerusalém.

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