ACTUALIDADE

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Estudo de Afrosondagem: Secretário-geral do MpD reconhece necessidade de o partido “intensificar” os contactos com a população 27 Abril 2018

O secretário-geral do Movimento para a Democracia (MpD – poder), Miguel Monteiro, reconheceu hoje,26, que há a necessidade de o seu partido “intensificar” os contactos com a população, porque, diz ele, o “povo tem sempre razão”.

Estudo de Afrosondagem: Secretário-geral do MpD reconhece necessidade de o partido “intensificar” os contactos com a população

“O MpD, enquanto partido, tem estado a estruturar-se, instalando as comissões políticas em todos os municípios e, ao nível do Parlamento e câmaras municipais, estou certo que todos os políticos vão sentir-se sensibilizados a aprofundar os contactos com a população”, precisou Miguel Monteiro.

O dirigente ‘ventoinha’ reagia, assim, aos resultados do estudo da Afrosondagem, segundo os quais 82 por cento (%) dos cabo-verdianos consideram que os políticos nunca ou poucas vezes fazem o melhor para ouvir aquilo que o povo tem para lhes dizer.

No que se refere à governação do país em que a maioria dos cabo-verdianos considera que o país vai no sentido errado, Miguel Monteiro chama a atenção para uma análise “mais aprofundada” sobre o referido estudo, porque, segundo ele, há “dados contraditórios”.

“Se é verdade que há esta percentagem que diz que o país está na direcção errada, também é preciso ver que se aumentou o número de cabo-verdianos que considera como boas as suas condições de vida”, precisou o dirigente do MpD, enaltecendo, ainda, o facto de 2014 para 2017 se ter verificado uma redução de cabo-verdianos que consideram que as suas condições de vida são “más ou muito más”.

Destacou, por outro lado, o facto de 72% dos cabo-verdianos consideram que daqui a um ano as suas condições vão melhorar.

“Há dados que, supostamente, o país estará na direcção errada, mas também há dados a indicar que os cabo-verdianos estão melhor e que daqui a um ano estarão melhor do que actualmente”, realçou Miguel Monteiro, admitindo, contudo, que existem aspectos que vão merecer uma análise por parte do seu partido.

Diante do resultado do estudo que que revela que 75% dos cabo-verdianos estão insatisfeitos com o funcionamento da democracia em Cabo Verde, afirmou que a democracia é constituída não só pelo partido que está a governar, mas também pela oposição.

“A oposição, neste caso o PAICV, pelo nível de guerrilha política a que nos tem habituado nesses dois anos, não ajuda a democracia”, acentuou o secretário-geral do MpD, lembrando que a democracia é constituída por todos os elementos que fazem parte do sistema democrático em Cabo Verde.

Na sua perspectiva, a “judicialização da política” a que se vem assistindo, bem como a suspeição sobre todos os actos do Governo também não ajudam a que os cabo-verdianos tenham uma “boa percepção” da democracia.

Segundo ele, a imagem que se tem do Parlamento demonstra que há a necessidade de os sujeitos parlamentares verem como se dirigir uns aos outros e, também, ao nível das câmaras municipais.

“É necessário melhorar a democracia, mas, quando dizemos isso, referimo-nos não só a quem está no poder, como também a quem está na oposição”, acentuou aquele dirigente, acrescentando que nesse sentido a responsabilidade cabe a todos.

No que tange à regionalização, o estudo revela que se trata de um tema desconhecido de uma boa parte dos cabo-verdianos. A este propósito, Miguel Monteiro entende que se deve “reforçar” o trabalho com vista a esclarecer as pessoas.

“Neste momento, o MpD é o único partido que já apresentou a sua proposta sobre a regionalização. Estamos a fazer o nosso papel”, assegurou, acrescentando que nesta quarta-feira, 25, o primeiro-ministro esteve em S. Nicolau a falar à população sobre este tema e qual o modelo pretendido.

Miguel Monteiro lamenta o facto de até este momento os partidos com assento parlamentar não terem apresentado um “documento articulado” sobre o que pensam em relação à regionalização.

Relativamente à isenção de vistos aos cidadãos europeus, o estudo revela que mais de 50% dos cabo-verdianos são contra, mas o secretário-geral do MpD diz que a medida do Governo é para valer.

Reconheceu, porém, que os dados demonstram que o Governo deve “comunicar melhor” com as populações, porque, segundo ele, ficou claro que, talvez, o executivo não tenha conseguiu demonstrar quais são os efeitos positivos para o país.

“Consideramos que é uma boa medida e que irá aumentar o número de turistas. Cabo Verde tem cerca de 21% do PIB (Produto Interno Bruto) que vem do turismo. Mais turistas significam mais hotéis, mais empregos e mais rendimento”, alertou, concluindo que é isto “deve ser explicado aos cabo-verdianos”.

O Governo já anunciou que a medida de isenção de vistos aos cidadãos da União Europeia mais da Inglaterra entra em vigor no próximo mês de Maio. Fonte: Inforress

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade
Cap-vert
Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project