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"Se for condenado sairei pelo meu pé da presidência do Benfica": Vieira sobre casos judiciais 18 Setembro 2020

Presidente do Benfica Luís Filipe Vieira reage às recentes notícias sobre os processos que o envolvem.

Segundo uma nota enviada à imprensa, citada pelo Correio da manhã, Luís Filipe Vieira reagiu aos recentes desenvolvimentos relativos a questões judiciais que o envolvem, deixando claro que, se for condenado, tomará a iniciativa de sair pelo próprio pé da presidência do Benfica. Ainda assim, Vieira assegura que se encontra de "consciência tranquila".

Na mesma nota, Luís Filipe Vieira anunciou que retirou da sua comissão de honra todos "os titulares de cargos públicos, sejam autarcas, deputados ou membros do Governo", nomeadamente António Costa e Fernando Medina.

"Depois de assistir nos últimos dias a uma das campanhas mais hipócritas e demagógicas de que tenho memória, entendo ter chegado o momento de reagir.

“Vivemos tempos em que a justiça passou a ser feita no Facebook, nas redes sociais e nos media”, reforçando ainda que, tempos em que os juízes foram substituídos por jornalistas e comentadores que, num registo de excessos, sem conhecimento dos factos, mas com a cumplicidade de quem os vai parcialmente alimentando com o único objetivo de contaminar a perceção pública, vão minando o espaço mediático” frisa Luís Filipe Vieira.

Tempos em os jornais preanunciam condenações e em que líderes partidários e políticos mais populistas, propositadamente, esquecem um dos princípios básicos em que se assenta o nosso Estado de direito. Tempos em que falta seriedade e rigor. Tempos em que, quando a justiça finalmente chega, já não há justiça. Tempos em que o bom-nome e a reputação das pessoas se perdem na avalancha mediática que atropela qualquer presunção de inocência.

Conforme adianta o Correio da manhã, nos últimos quatro dias, António Costa, Fernando Medina e muitos outros foram atacados de forma incompreensível e torpe, não pelo apoio que enquanto sócios do Sport Lisboa e Benfica entenderam dar-me, como já o tinham feito em 2012 e 2016 sem que se tenha assistido a qualquer tipo de alarido, mas, precisamente, pela percepção pública que, de forma concertada, os media foram ‘construindo’, deturpando e usando como catalisador de uma campanha populista de difamação.

“Repito o que já disse, estou de consciência tranquila e, se for condenado, no futuro, em algum dos processos de que nestes dias tanto se fala, serei o primeiro a tomar a iniciativa, saindo pelo meu pé da presidência do Sport Lisboa e Benfica” avança o mesmo.

É tempo de os líderes partidários, e alguns dos políticos que mais se indignaram nestes dias, estarem mais preocupados em combater a tendência de transformar em sentença transitada a notícia de uma suspeita ou de uma acusação judicial.

"Nesse sentido, e agradecendo a todos a disponibilidade manifestada, tomei a iniciativa de retirar da minha comissão de honra todos – todos – os titulares de cargos públicos, sejam autarcas, deputados ou membros do Governo" disse o mesmo.

Luís Filipe Vieira assevera que, é triste que, 46 anos depois do 25 de Abril, se tenha de censurar quem livremente decidiu manifestar-me o seu apoio, mas o populismo e a demagogia dos dias de hoje obrigam-me a fazê-lo de forma a terminar com uma polémica injustificada e profundamente hipócrita.

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