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Scala suspeito improvável captado por CCTV confessa ’pulsões incontroláveis’ em 30 anos de crimes sexuais 06 Mar�o 2018

O retrato robô e o ADN do "violador em série" — que de 1988 até este mês de fevereiro cometeu vários crimes sexuais contra mais de quarenta vítimas — estavam em poder da polícia desde 1995.

Scala suspeito improvável captado por CCTV confessa ’pulsões incontroláveis’ em 30 anos de crimes sexuais

Mas os investigadores nunca chegaram a suspeitar de Dino Scala, nascido em 1960, casado e com três filhos, com uma vida familiar e profissional estável, bem relacionado na vizinhança e comunidade de Sambre, no norte de França.

Estimado por todos como treinador de futebol, dirigente associativo em vários clubes da região, era como um pai para muitos jovens que entravam e saíam da sua casa com a maior confiança.

Mas Dino Scala era o contrário do que aparentava e em Sambre "todos, familiares, vizinhos, colegas, presidente do clube de futebol onde ele treinava miúdos, estão em choque", como expressou o presidente da câmara local.

A sua carreira criminal só chegou ao fim graças ao sistema de videovigilância instalado na rua onde tentou agredir uma adolescente, de 16 anos, a caminho da escola, no dia 5 de fevereiro último.

Capturado, o indivíduo confessou à PJ de Lille que o número de casos de violação e agressão por ele cometidos ultrapassa o dobro dos que a polícia tinha registados. As suas vítimas são mulheres com idades dos 13 aos 50 anos que ele atacava ao acaso, sempre no inverno, dos dois lados da fronteira franco-belga.

Em conferência de imprensa, o procurador da República Jean-Philippe Vicentini descreveu o "modus operandi" do criminoso. Escolhia "locais geograficamente próximos" e, equipado com luvas e máscara, atuava sempre de manhã bem cedo, quando ainda estava escuro, aproximando-se das vítimas por trás.

Perfil perverso, segundo psiquiatra

O psiquiatra Maurice Bensoussan, presidente do Sindicato dos psiquiatras de França, explicou, numa entrevista à televisão BFTV, o perfil deste criminoso que viveu trinta anos como um homem comum, simpático, aberto.

"Viveu esta mentira durante trinta anos", porque utilizando estratégias "mascarou a realidade. Adaptou-se a uma aparência, mas o seu funcionamento interno era perverso".

Como descreve o psiquiatra, o indivíduo Scala "funciona em dois setores", um público e aberto, outro privado e criminoso. Num, faz "uma adaptação às regras sociais mas por trás existe toda uma pulsão de dissimulações, de mentiras e de estratégias para nunca ser apanhado".

Enfim, conclui o psiquiatra, Scala demonstra ser "alguém com o perfil psicológico de um perverso": "conseguiu fazer a sua integração social, mesmo sendo no fundo de si um grande criminoso". Fontes: L’Express. BFMTV

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