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São Vicente: UCID pede “justiça para torturados” de 1977 e recursos no Orçamento de 2019 para os compensar 27 Novembro 2018

O presidente da UCID pediu hoje,27, ao Governo que aproveite o Orçamento do Estado para 2019 para nele incluir os “recursos necessários” para que se faça justiça a um grupo de cidadãos que foi vítima de “injúrias, espancamentos e torturas” em 1977.

São Vicente: UCID pede “justiça para torturados” de 1977 e recursos no Orçamento de 2019 para os compensar

António Monteiro, citado pela Inforpress, avisou à partida, durante a conferência de imprensa que proferiu na manhã de hoje, no Mindelo, que não se trata de “levantar fantasmas”, mas “pura e simplesmente” pedir justiça para esses 32 indivíduos, 16 das quais já falecidos que, alegadamente, iriam “arrebentar com São Vicente à bomba” em 1977.

“Têm direito a serem ressarcidos pelas injúrias, espancamentos e torturas que sofreram em São Vicente, na Cadeia da Ribeirinha, na Ribeira de Julião, no Morro Branco e em João Ribeiro”, lançou o líder da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição), ladeado por três desses homens alegadamente torturados.

Ademais, di-lo António Monteiro, existe a lei 67/IV/1992 que contemplou as pessoas envolvidas no processo da Reforma Agrária, em Santo Antão, e que, “estranhamente não beneficiou os torturados de São Vicente”.

“A UCID quer que essas pessoas tenham o mesmo tratamento especificado na lei, isto é, um apoio em questões de saúde e a devida compensação monetária pelo sofrimento infringido na era do partido único”, reforçou a mesma fonte.

Para o líder dos democratas-cristãos o assunto tem sido protelado por “falta de vontade política” dos sucessivos governos de Cabo Verde.

“Provavelmente ao assumir que essas pessoas sofreram sevícias muita gente terá responsabilidade e, por isso, vai-se empurrando o problema com a barriga para que o Estado não assuma os momentos menos bons da nossa história”, considerou Monteiro, para quem “atrocidades devem ser reparadas” porque a história deve ser “devidamente contada e analisada” para que a situação referida “não volte a repetir-se”, conclui a Inforpress.

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