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Caso de suspensão e reforma compulsiva de Polícias: Sindicatos de S.Vicente pedem intervenção do PR para alegada “intenção de silenciamento” aos dirigentes sindicais 19 Julho 2018

A União dos Sindicatos de São Vicente (USV) apelou, hoje no Mindelo, que o Presidente da República, como “guardião da Constituição, “quebre qualquer intenção de silenciamento” imposta pelo Governo aos sindicatos e dirigentes sindicais.

Caso de suspensão e reforma compulsiva de Polícias: Sindicatos de S.Vicente pedem intervenção do PR para alegada “intenção de silenciamento” aos dirigentes sindicais

O presidente da USV, Eduardo Fortes, reagia assim às declarações do primeiro-ministro, feitas na última terça-feira, relativamente à questão de pré-aviso de greve dos policiais e que, no entender deste sindicalista, está “tentando desviar a atenção da opinião pública”, ao dizer que a razão da greve anunciada pelos policiais, de 26 a 31 de Julho, tem a ver com processos disciplinares.

“Não é verdade, irão novamente a greve porque as situações não foram resolvidas, os compromissos não foram satisfeitos, têm problemas salariais e carga horária enorme”, enumerou Eduardo Fortes, para quem os motivos da greve estão ligados a “questões de promoções pendentes e que não foram ultrapassados, embora houvesse acordo nesse sentido”.

Dessa forma, manifestando “total apoio e solidariedade” ao Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol), Eduardo Fortes assegurou que a instituição que preside “condena veementemente” as medidas “arbitrárias, abusivas e unilaterais” tomadas pelo Governo contra os participantes da outra greve, realizada em Dezembro do ano passado.

“Se a moda pega então estamos tramados, os sindicalistas, a organização sindical e a democracia está tramada”, considerou o sindicalista, para quem “não há democracia sem a existência de organizações sindicais e sem a liberdade sindical”.

Teme-se, segundo a mesma fonte, que essa medida possa abrir precedentes e “vir a fazer escola” e, nesse sentido, apelou à intervenção do Presidente da República “como guardião da Constituição”, para aquilo que chamam de tentativa de “silenciamento do sindicalismo cabo-verdiano”.

“O Presidente da República tem um papel fundamental nisso e achamos que deve agir no sentido de tentar quebrar qualquer intenção de silenciamento”, aclarou.

Uma das formas que pode ser encontrada, afirmou, para se combater essa “moda perigosa” e que decretou reforma compulsiva ao líder do Sinapol, José Barbosa, e outros castigos a coordenadores e delegados sindicais com 125 dias de suspensão sem vencimento.

“Não vale a pena tentar silenciar os trabalhadores, não vale a pena tentar silenciar os dirigentes sindicais, porque o país precisa de todos nós”, alertou o sindicalista.

Eduardo Fortes exortou, por isso, os policiais punidos a lutarem e irem para a frente com o processo que estes já interpuseram junto do Supremo Tribunal de Justiça, tanto porque, as medidas do Governo, a seu ver, “amedrontam dirigentes sindicais e desincentivam aqueles que queiram abraçar a nobre causa sindical”.

“E como confiamos na justiça, pensamos que a situação de normalidade vai ser reposta. Se isso não vier a acontecer vai ser o fim”, concluiu. Fonte: Inforpress

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