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São Vicente: Responsável do PAICV diz que situação dos bombeiros municipais “é degradante” e “indigno” do município 08 Agosto 2019

O responsável da Região Política de São Vicente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) classificou hoje de “degradante” a situação dos bombeiros municipais, a qual “não dignifica” nem a corporação e nem o município.

São Vicente: Responsável do PAICV diz que situação dos bombeiros municipais “é degradante” e “indigno” do município

Alcides Graça visitou os bombeiros esta terça-feira, 06, e disse hoje, em conferência de imprensa, no Mindelo, ter-se deparado com um “quadro crítico” em que, concretizou, há uma “grande insuficiência” de efectivos, “faltam equipamentos”, os carros estão “obsoletos” e o combustível “é racionado”.

Nestas condições, prosseguiu, “por mais que os bombeiros queiram fazer”, a corporação “não tem capacidade de resposta” às necessidades da ilha pelo que, sintetizou, “não foi com surpresa” que “mais uma vez” os bombeiros “não conseguiram responder” a um pedido de auxílio de um munícipe, para combater um incêndio de pequena dimensão na sua residência, a 200 metros do quartel dos bombeiros, por “falta de pessoal”.

Para o político, São Vicente encontra-se “completamente desprotegido” para enfrentar acidentes ou catástrofes naturais, uma ilha, apontou, com mais de 80 mil pessoas, que, na sua leitura, “não pode ter uma corporação com 11 bombeiros profissionais”, ou seja, especificou, um bombeiro por cerca de sete mil habitantes.

Por isso, Alcides Graça acusou os responsáveis da câmara de São Vicente de desperdiçarem “muitos recursos”, de “guardar verbas” na ordem de 200 mil contos para “executar obras eleitoralistas”, em 2020, ao invés de definirem prioridades, como “a segurança da ilha, a assistência, eficaz e eficiente a todos que dela necessita, que “deve ocupar o topo da hierarquia” das prioridades.

Por fim, “visando o bem comum”, o responsável do PAICV em São Vicente pediu que a autarquia priorize, em direcção aos bombeiros, a “aquisição urgente” de uma moto serra, de uma moto bomba, de um auto tanque de combate a incêndio e uma ambulância nova, “devidamente equipada” para prestar os primeiros socorres e salvar vidas.

Da mesma forma, o PAICV solicita a contratação faseada de mais 13 bombeiros profissionais para permitir quatro turnos de seis efectivos, de oito horas cada um.

Ao Governo, Graça pediu que coloque a aprovação do estatuto dos bombeiros “no topo das prioridades” para a próxima sessão legislativa. A Seamana com Inforpress

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