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São Vicente: Do Egipto à tartaruga marinha, Carnaval do Mindelo mostrou “o quanto tem evoluído” 26 Fevereiro 2020

Numa tarde/noite de muita folia, os cinco grupos do Carnaval oficial, do Mindelo, mostraram nesta terça-feira “o quanto têm evoluído”, como defenderam os foliões que quiseram fazer parte da festa, quer seja nas bancadas, quer nos passeios.

São Vicente: Do Egipto à tartaruga marinha, Carnaval do Mindelo mostrou “o quanto tem evoluído”

A animação na Morada (centro da cidade do Mindelo) começou cedo, com as pessoas. que não tinham bilhetes e nem dinheiro para as bancadas, a fazerem questão de chegar algumas horas antes, para marcar os lugares nos passeios.

E para isso, tudo serviu como objecto de delimitação de território, desde bancos, pedras, caixotes e até bicicletas, inclusive um adolescente até tentou aliciar a repórter da Inforpress para comprar os lugares marcados por uma bicicleta, que estavam a ser vendidos por 200 escudos, na conhecida rua do Clube Sirius.

O mais incrível é que as pessoas marcam os lugares e ninguém “desrespeita” esta regra, todos aceitam e procuram por outros que estejam vagos.

Depois da “dança de espaços e cadeiras” agora é hora de apreciar as “palhaçarias” dos grupos espontâneos, que começaram a aparecer depois do meio-dia, e fizeram o tempo de espera para os desfiles oficiais tornar-se bem mais curto e prazeroso.

É que aparece cada uma! E nesta terça-feira teve de um tudo, a conciliação entre o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-Un.

“Eternas saudades de Jorge Neto”, apelo vinda da chuna, escravatura, Jesus na Cruz, elevação da morna a património da Humanidade e muito mais.

Todos eles concorrem ao Prémio Kakoi – Carnaval Artesanal, atribuído pelo Ministério da Cultura através do Centro Nacional de Artesanato e Deisgn (CNAD), que tem o veredicto também nesta quarta-feira.

Mas, com certeza o veredicto em que não deverá faltar polémica, será o do concurso dos grupos oficiais, que da parte do público parece estar aprovado e em “constante evolução”.

“Sim senhor, gostei muito, todos os grupos estavam bem vestidos, os andores estavam com bom acabamento, até Flores do Mindelo veio com uma outra moral”, dizia uma espectadora, de cabelos pintados de vermelho, no final dos desfiles, que iniciaram precisamente com Flores pelas 15:02 e os seus deuses egípcios para tentar mudar a sorte do ano passado, que lhe reservou o último lugar na classificação.

Seguiu-se Cruzeiros do Norte, com “Tudo a dois” , para defender o título de campeão, ainda Monte Sossego com o enredo “Nôs terra – mitos, contos e lendas” e depois Vindos do Oriente “em busca da pedra filosofal”.

Estes dois últimos, que muita gente considera serem os que deverão disputar o bastão de vencedor, embora Vindos do Oriente tenha tido um contratempo com o sistema de som logo após a saída da Rua de Lisboa, que repetiu mais duas vezes durante o desfile.

O último a chegar na arena foi Estrela do Mar, com “Estrelas de nôs mar, tartaruga marinha”, e chegou com mais de uma hora de atraso, devido a alegados problemas com um dos carros alegórico, ainda assim brilhou com a luz artificial, já que nessa hora a noite já tinha caído totalmente.

Depois deste “espectáculo”, que durou cerca de cinco horas e que muita gente disse ter sido “muito bom”, neste momento as cartas estão com o jurado, que dará a sua “sentença” a partir das 15:00 desta quarta-feira. A Semana com Inforpress

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