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São Vicente: Deputados do PAICV consideram situação social da ilha “preocupante” 21 Maio 2020

O deputado do Partido Africano para Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), João do Carmo, classificou hoje, no Mindelo, de “preocupante” a situação da ilha de São Vicente, com trabalhadores e empresas “com vários prejuízos”.

São Vicente:  Deputados do PAICV consideram situação social da ilha “preocupante”

João do Carmo fez essa leitura à imprensa, na sequência de um encontro que os deputados mantiveram na manhã de hoje com o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, inserido numa visita de três dias ao círculo eleitoral, após o término do estado de emergência, imposto pela pandemia da covid-19.

“Constatamos uma situação generalizada de inoperância na implementação das medidas anunciadas pelo Governo, quer com relação às linhas de crédito, quer com relação às moratórias”, disse, segundo a Inforpress, o porta-voz do grupo, adiantando “temer muito” pela vida das empresas na ilha.

O PAICV pediu, em particular, o alargamento do horário de funcionamento do sector de restauração, porque “se os restaurantes e bares estão preparados para funcionar até 21:00, é que estarão para funcionar até 23 ou 24:00 do dia”, asseverou.

A situação social em São Vicente, segundo a mesma fonte, é “preocupante”, com os trabalhadores em regime de ‘lay-off’, “sem nenhum rendimento e em situação difícil de sobrevivência”.

Para João do Carmo, o trabalhador cabo-verdiano está “triplamente prejudicado”, uma vez que só recebe 70 por cento (%) do seu salário, depois metade destes 70% vem com ”muito atraso”, do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), e ainda o Governo “manda cobrar impostos da totalidade do vencimento”, nos 35% pagos pela entidade empregadora.

“Estranhamente, no momento em que os trabalhadores do País deveriam contar com a segurança social, este mostra-se completamente inoperante. A incapacidade de reacção do INPS é gritante neste momento. Não conseguem dar resposta num momento de emergência”, defendeu.

Ainda, ajuntou, pelas informações passadas pelo representante dos empregadores em São Vicente, “quase nenhuma empresa já beneficiou dos 35% e nem das outras medidas anunciadas”.

Por isso, segundo a mesma fonte citada pela Inforpress, chega-se a conclusão de que durante o período de emergência houve uma “grande intensidade” de discurso do Governo e de “boas intenções, mas na prática nada acontece”.

”Verdadeiramente estamos perante um Governo do vamos fazer”, considerou João do Carmo, com a visão de que “o País precisa de um Governo mais social e mais atento, um Governo que faça com que as instituições funcionem. Um Governo que fale menos e faça muito mais”.

O executivo, prossegue a fonte referida, propôs várias medidas, inclusive algumas sugeridas pela presidente do PAICV, agora o que falta é a execução da parte das instituições.

“O Governo é principal culpado pela não implementação dessas medidas”, lançou.

Questionado, por outro lado, sobre a postura da câmara municipal, o deputado da oposição disse acreditar que a edilidade fez a sua parte, mas apela para, caso a situação continue, as instituições estarem atentas para dar resposta às necessidades da população.

João do Carmo aproveitou para pedir ao Governo que agilize a colocação do equipamento de realização de testes PCR de covid-19 em São Vicente, que servirá toda a região norte da ilha.

O deputado deixou ainda “uma palavra de apreço” às instituições da ilha pela “eficácia” no tratamento do único caso activo surgido na ilha, e ainda ao povo do Mindelo pelo comportamento e pelo gesto de solidariedade na ajuda aos que mais necessitam, conclui a mesma fonte deste jornal.

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