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São Tomé e Príncipe: Presidente de STP apela para o combate às ações macabras de terrorismo em Cabo Delgado 26 Setembro 2020

É o apelo do PR são-tomense, Evaristo Carvalho, no debate geral da Assembleia Geral da ONU. Esta quinta-feira, o PR guineense, Umaro Sissoco, também discursou e disse que "fará o melhor" para virar página de conflitos.

São Tomé e Príncipe: Presidente de STP apela para o combate às ações macabras de terrorismo em Cabo Delgado

De acordo com o DW, o chefe de Estado são-tomense lamentou os focos de tensão "com repercussões humanitárias de grandes dimensões um pouco por todo o planeta", referindo-se, nesse contexto, à "persistência" do conflito político-militar na República Centro-Africana, Republica Democrática do Congo, Sudão do Sul e na Líbia. Também condenou as ações de grupos terroristas no Sahel, do grupo extremista al-Shabab na África Ocidental e do Boko Haram na África Central e Ocidental.

"Manifestamos a nossa apreensão e inquietação em relação à recrudescência da violência na província moçambicana do Cabo Delgado e apelamos para um maior envolvimento da comunidade internacional no combate às ações macabras de terrorismo nessa parcela do território moçambicano", afirmou esta quinta-feira (24.09) o Presidente de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, no discurso gravado que enviou para o debate geral da 75.ª Assembleia Geral da ONU, a primeira a decorrer em modo virtual.

A província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, é palco há três anos de ataques armados desencadeados por forças classificadas como terroristas. A violência provocou uma crise humanitária com mais de mil mortos e cerca de 365 mil deslocados internos.

O Presidente são-tomense defendeu o multilateralismo como "via" para "vencer os randes desafios com que o mundo se confronta", tomando como exemplo a crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19. "É nossa convicção que o multilateralismo é a via mais adequada para que, numa conjugação de esforços, possamos todos juntos debelar os efeitos da situação económica e financeira imposta pala pandemia de Covid-19", disse o chefe de Estado são-tomense.

Evaristo Carvalho referiu que o multilateralismo "provou que, graças a conjugação de esforços e solidariedade a nível internacional, tem sido possível debelar os efeitos nefastos dela decorrente à escala internacional".

O chefe de Estado apelou à ONU para "não perder de vista" a luta contra a pobreza, que classificou como o "maior flagelo da humanidade". A pobreza é a "principal causa da fome, da degradação dos solos, da exploração desenfreada dos recursos naturais, dos conflitos armados, das deslocações das populações e dos fluxos migratórios que continuam a ceifar vidas", reforçou Carvalho.

Para o governante, o apoio da comunidade internacional ao combate à pandemia de Covid-19 "afastou a hipótese de uma eventual hecatombe". Evaristo Carvalho recordou os "efeitos devastadores" da pandemia nas economias dos países frágeis e particularmente de São Tomé e Príncipe como pequeno Estado insular, tendo apelado os parceiros para continuarem a "observar o espírito de solidariedade e apoio ao processo de recuperação económica pós-covid-19, que se anuncia deveras difícil".

Por sua vez, o Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, durante a sua intervenção através de um vídeo transmitido no debate geral da Assembleia Geral da ONU, esta quinta-feira (24.09), pediu a continuação da assistência internacional para as reformas e desenvolvimento no país, conclui DW África.

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