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São Filipe: pais e encarregados de educação revoltados 12 Mar�o 2018

Mais de trinta pais e encarregados de educação e professores da Escola de Cobom, na Cidade de São Filipe, estão revoltados com a falta de um coordenador naquele estabelecimento de ensino desde o início do ano lectivo 2017/2018. Por isso, acusam a Delegação do Ministério da Educação de não resolver essa lacuna, que contribui para a desorganização da referida escola, comprometendo o desempenho tanto dos docentes como dos próprios alunos.

São Filipe: pais e encarregados de educação revoltados

Mário Barbosa, que assumia a responsabilidade de coordenador da escola se encontra em tratamento médico na Cidade da Praia, desde o mês de setembro de 2017. A escola funciona com mais de 200 alunos do 1º ao 4º Ano de escolaridade. Para os pais encarregados de educação a falta de um coordenador, tem provocado o funcionamento normal da escola e o desempenho dos seus filhos.

“Sentimos de mãos atadas e impotentes porque não podemos fazer nada para resolver a situação vergonhosa da Escola que está sem gestor há mais de sete meses e a funcionar de forma caótica e sem rumo”, contesta uma das nossas fontes.

Mas a este jornal uma fonte do Ministério da Educação no Concelho, diz que, "não corresponde a verdade de que a Escola de Cobom, vem funcionando sem um coordenador. Mário Barbosa foi transferido para a Cidade da Praia para consultas medicas em Setembro, mas desde então, uma professora da Escola, vem assumindo esta função”.

Outra preocupação de alguns pais encarregados é o facto de centenas de alunos de parte alta da cidade de São Filipe, que frequentam a escola de Santa Filomena, foram obrigados a se deslocarem a Achada São Filipe, para assistirem às aulas no anexo oficina Pedro Cardoso e no Centro Cultural, Armand Montrond. Uma distância que os pais e encarregados da dedução consideram um pouco distante da residência dos miúdos.

“Para além da distância, que é longa para os nossos meninos, as salas no anexo oficina, não dispõem de janelas, os tectos estão todos esburacados”, aponta António Andrade, porta-voz dos pais e encarregados. Também alguns docentes consideram que a transferência tem provocado algum constrangimento na adaptação dos alunos ao novo espaço e ambiente escolares.

De realçar que esta situação se deve, a obras de reabilitação e restauro da estrutura escolar de Santa Filomena o maior pólo educativo do município e que acolhe mais de 500 crianças do primeiro ao sexto ano de escolaridade. As obras nesta escola fazem parte do pacote da primeira fase de projectos no sector de educação financiado pela organização não-governamental Luxemburguês “Betebuerg Helleft”, que integra a reabilitação e ampliação das escolas de Patim, Escola Central e Campanas de Baixo.

“São Filipe tem plano de reestruturação das escolas e a de Santa Filomena está em fase de reabilitação, para que a obra seja realizada e em jeito de recurso, provisório, estas crianças estão a estudar no anexo da oficina. Uma situação compreendida pelos pais e encarregados ”, garante uma fonte do Ministério da Educação.

O ASemanaonline entrou em contacto com a Delegada do Ministério da Educação no Concelho, que prometeu reagir, posteriormente.

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