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Santo Antão: Mil-pés chega a Figueiras para preocupação dos agricultores que pedem apoio do MAA no combate às pragas 23 Janeiro 2018

Os agricultores em Figueiras, interior de Santo Antão, estão “preocupados” com a chegada dos mil-pés a esse vale e esperam a intervenção da Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) no combate às pragas, que afectam as culturas.

Santo Antão: Mil-pés chega a Figueiras para preocupação dos agricultores que pedem apoio do MAA no combate às pragas

A maior preocupação nesta altura, segundo o proprietário agrícola João Fortes, prende-se com a possibilidades de a praga de mil-pés vir a alastrar-se nessa localidade, que tem na agricultura a sua principal actividade económica, da qual depende o sustento da grande maioria das famílias.

Figueiras é uma localidade bastante isolada e, por isso, os agricultores ainda se mostram surpreendidos com o facto de mil-pés, praga daninha que afecta a agricultura em Santo Antão, desde os anos 70, ter chegado a essa localidade.

Há quem acredite que essa praga teria chegado a Figueiras levada através de materiais para a construção de um edifício público nessa localidade, uma situação que escapou aos agricultores, que sempre se preocuparam em manter essa zona livre dos mil-pés.

Segundo João Fortes, além de “um bom grogue”, Figueira é uma zona, também, conhecida pela grande variedade de produtos agrícolas que cultivam, desde a mandioca, cenoura e batatas.

Mas com a presença de mil-pés, e com a possibilidade do seu alastramento, é provável que os agricultores optem, sobretudo, pelo cultivo da cana-de-açúcar.

Num abaixo-assinado enviado ao Governo, os agricultores pediram o “apoio” no combate às pragas em Figueiras, além de recuperação de infra-estruturas hidráulicas, como levadas e outras.

Ivanisio da Luz, porta-voz da população, confirma que os agricultores estão a precisar de apoio do Governo tanto no combate às pragas como a nível de melhoramento de levadas.

A localidade de Figueiras, com quase 300 habitantes, além de agricultura, actividade com maior peso na vida das pessoas, vive ainda da pesca e de remessas de uma importante comunidade emigrada no Luxemburgo.

A praga dos “mil-pés” surgiu em Santo Antão nos finais dos anos 70, vinda da Europa em plantas de jardim, trazidas por um agricultor desta ilha.

Com a sua proliferação, e como forma de impedir o seu alastramento às outras ilhas, as autoridades decretaram, em 1984, o embargo aos produtos agrícolas de Santo Antão.

Com o embargo, os excedentes de Santo Antão deixaram de ter mercado e a agricultura, a principal actividade económica desta ilha, entrou em “claro declínio”, segundo os agricultores, que tem vindo a pedir ao Governo o levantamento da quarenta vegetal.

Agora, em 2018, o Governo deverá avançar com a suspensão parcial do embargo, para permitir que os produtos cultivados nas zonas ainda livre dos mil-pés possam circular, livremente, em todas as ilhas do país.

Tarrafal de Monte Trigo, Martiene, Chã de Norte, Chã de Branquinho, todos situados no concelho do Porto Novo, são alguns dos vales ainda livres dessa praga. Fonte: Inforpress

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