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Santa Catarina: Presidente Jassira quer respostas sobre as circunstâncias da morte de Beto Alves 23 Outubro 2021

O caso da morte do Edil de Santa Catarina de Santiago volta à ribalta com a
presidente Jassira Monteiro a exigir, esta sexta-feira, 22, que «a Câmara Municipal de Santa Catarina e os santacatarinenses querem respostas sobre as circunstâncias da morte do saudoso Presidente Beto Alves». É que, na ocasião, apontava-se para o suicídio do Beto, uma versão que sempre foi questionada pela família e pelos santacatarinenses.

Santa Catarina: Presidente Jassira quer respostas sobre as circunstâncias da morte de Beto Alves

Segundo o comunicado remetido ao Asemanonline, em encontro com a Ministra da Justiça, Joana Rosa, realizado em Assomada, Jassira manifestou estranheza pelo facto de, cerca de um ano sobre o falecimento de Beto Alves, ainda não haver conclusões definitivas por parte da investigação.

A presidente da Câmara disse, ainda, que essa circunstância é motivo de grande constrangimento e instabilidade entre familiares e amigos do falecido, mas também permanente motivo de questionamento da comunidade, o que põe em causa a credibilidade das instituições.

Conforme a mesma nota, Jassira relembrou que ainda está bem presente, na memória dos santacatarinenses, o precipitado comunicado da Polícia Judiciária (PJ), efetuado poucas horas após terem encontrado o corpo, e que apontava para suicídio, uma versão que sempre foi questionada pela família e pelos santacatarinenses.

Ministra da Justiça garantiu respostas céleres

Por sua vez, Joana Rosa, que na altura do trágico acontecimento, não era titular da pasta, revelou que, em encontro recente com o novo Diretor Nacional da PJ, Ricardo Gonçalves, pediu que a situação fosse verificada com a maior celeridade, e que se aguarda o resultado do exame laboratorial realizado em Portugal.

Segundo a mesma fonte, a Ministra da Justiça disse, ainda, que na ocasião, também achou estranho o pronunciamento da PJ, que considerou não recomendado do ponto de vista do que são os procedimentos. E avançou que, embora neste momento, não estejam em condições de dizer o que se passou, garantiu que brevemente se irá fechar este capítulo, logo que se saiba o resultado dos exames, até porque esta situação é fator de descredibilização da própria instituição.

Diretor Nacional também acha estranho o primeiro comunicado da PJ

Conforme o gabinete de comuncaçao imagem da Càmara de Santa Catarina, presente no encontro, o Diretor Nacional da PJ também achou estranho o pronunciamento poucas horas após a ocorrência, até por se tratar de um caso que estava em segredo de justiça.

Ricardo Gonçalves disse ir informar-se se os exames já vieram de Portugal e sublinhou que, neste momento, mesmo que a PJ quisesse fazer um pronunciamento haveria um senão, já que o dono do processo é o Ministério Público e que só com a autorização deste tal poderia ser feito.

«O responsável máximo da Polícia Judiciária, contudo, garantiu que irão tentar pressionar o Ministério Público no sentido de dizer, definitivamente, o que se passou, porque é necessário acabar com este clima de dúvida, se foi suicídio ou homicídio»m acrescenta o comuncado que vimos citando.

Ricardo Gonçalves prometeu que a PJ, em concertação com o Ministério Público, pretende esclarecer, de uma vez por todas, esta questão e acabar com os ruídos, conclui a fonte deste jornal.

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