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Rússia produz mais mísseis antiaéreos que o resto do mundo junto 24 Janeiro 2023

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, garantiu hoje que o seu país está a produzir tantos mísseis antiaéreos como todos os países do mundo juntos, em resposta à alegada escassez de munições no Exército russo.

Rússia produz mais mísseis antiaéreos que o resto do mundo junto

"No que diz respeito aos mísseis de defesa antiaéreos de diferentes classes, a produção russa é comparável à produção mundial", sublinhou o chefe de Estado russo, durante uma reunião no Kremlin com Viacheslav Gladkov, governador da região de Belgorod, faz fronteira com a Ucrânia.

Putin enfatizou que a Rússia fabrica “três vezes mais” mísseis antiaéreos do que os produzidos pelos Estados Unidos para os sistemas de defesa antiaéreos Patriot.

“O desempenho bélico no campo de batalha mostra que a defesa antiaérea russa é uma das melhores do mundo. Além disso, claro, os nossos sistemas são modernos e confiáveis. Tudo pode acontecer, mas em geral trabalham sem erros”, frisou, citado pela agência Efe.

Em dezembro, coincidindo com uma visita a Washington do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, os Estados Unidos anunciaram o envio dos sistemas Patriot a Kiev, para neutralizar os bombardeamentos das forças russas.

Segundo Putin, o seu país encontrará "um antídoto" contra os Patriot, que considerou serem "bastante antigos" e que não funcionam "tão bem" como os russos S-300.

"Vamos esmagá-los” como nozes, acrescentou, em referência ao sistema de defesa norte-americano.

Na semana passada, o primeiro-ministro neerlandês, Mark Rutte, anunciou que o seu país também planeia enviar componentes do sistema Patriot para a Ucrânia.

Durante a reunião com o governador de Belgorod, Vladimir Putin também abordou a concessão de ajuda para a construção de moradias para aqueles que tiveram que ser evacuados da fronteira com a Ucrânia por razões de segurança.

Belgorod é a região que sofre mais ataques desde o início da invasão russa da Ucrânia e pelo menos 25 pessoas morreram e quase 100 ficaram feridas nos ataques ucranianos, anunciou hoje o governador local.

É a primeira vez em 11 meses de conflito que as autoridades russas dão oficialmente o número de mortos e de feridos numa determinada região.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e quase oito milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão, justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Minsk e com a imposição de sanções políticas e económicas a Moscovo.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 7.068 civis mortos e 11.415 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais. A Semana com Lusa

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