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Reino Unido: Caiação de gigante por dezenas de mãos é exemplo de vontade local de guardar memória 04 Setembro 2019

Figuras misteriosas a surgirem de vez em quando da paisagem surpreendem o mundo. A pedra pintada, a figura esculpida ou inscrições na rocha … Em Santo Antão, em São Nicolau, outros, o mistério continua. Também em Dorset, a uns duzentos quilómetros a sudoeste de Londres, a figura esquematizada do homem de sessenta metros de altura sobressai da rocha calcárea rodeada de verde na ilha onde chove o tempo todo.

Reino Unido: Caiação de gigante por dezenas de mãos é exemplo de vontade local de  guardar memória

O gigante com a sua clava ao ombro e a meio o marcador viril, que, dizem os registos, medem respetivamente quarenta metros, aquela, e onze metros, este, continua a desafiar a investigação. Malcriado? A população local já se habituou ao adjetivo que os muitos visitantes dão ao seu gigante contornado na cal da colina.

Património local, portanto, cuja restauração é feita periodicamente porque a relva cresce, os ventos depositam poeiras, as intempéries apagam os contornos caiados. Desde quando? O primeiro registo existente é do século XVII – a igreja local inscreveu, a 4.11. 1694, no livro de despesas: três xelins "para obras no Gigante".

Três séculos e um quarto depois, especialistas e residentes, a totalizar umas quatro a cinco dezenas de pessoas, ofereceram-se para a restauração que recomeçou esta semana, onze anos depois da última, em 2008, relatam diários como o The Guardian e o The Telegraph.

Desde quando está aqui a pedra pintada, a figura esculpida, estas inscrições na rocha? Pergunte-se ao especialista ou aos habitantes locais, em Santo Antão, em São Nicolau, outros, o mistério continua.

A resposta tem sido quase igual, em São Nicolau na morna da Rocha Scribida/Rotxa Skribida ou no primeiro romance dum cabo-verdiano. Em Santo Antão, nas anotações in loco da professora da Uni-CV, em 2006 dez anos depois da primeira, ou nas da professora Maria Allen da U. Londres, em 2003.

Respostas a remeter para uma época remota: “Há muito, muito tempo, talvez séculos, talvez milhares de anos que deve estar aqui”.

Esta última fala, ao The Telegraph, vem da sra. Diana Climber, uma residente no vale inglês que se voluntariou para o trabalho que deve prosseguir durante este mês e o próximo.

Desta vez, as dezenas de locais estão na boa companhia de arqueólogos e outros funcionários do ‘National Trust’, a entidade de conservação do património. Põe a mão que te ajudo. Fontes: Referidas/Históricas. LS

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