OPINIÃO

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Reflexões sobre a importância da leitura na formação do indivíduo 06 Janeiro 2019

A importância da pesquisa faz-se por acreditar que o hábito da leitura desempenha uma importante força na vida social, política, económica e cultural, uma nova perspetiva sobre a vida e um novo olhar para o mundo.

Por: Adrião Simões Ferreira da Cunha*

Reflexões sobre a importância da leitura na formação do indivíduo

A leitura é como viajar por um horizonte ilimitado, que é um exercício agradável que nos gera o Conhecimento. Isso tem que ser concebido como um ato crítico em que o indivíduo cria uma posição ativa no que está lendo e não apenas se torna a expressão de um autor jogador específico. Esta posição é rejeitada pelas elites, cujo desejo é o de manipular as massas e alienar os seus pontos de vista sobre o sistema atual.

Entretanto, o ato de leitura em si é uma atividade reflexiva e crítica em que o leitor move o texto deliberadamente, tentando elucidar a essência do seu significado.

Neste artigo, tentarei desvendar o papel da leitura, incentivando a consciência crítica, a fim de tornar o indivíduo um sujeito participando com perguntas e opiniões sobre o seu mundo social.

Visto como uma ferramenta de poder, a leitura vem com o tempo assumir seu papel na Sociedade, que é a de contribuir para a decodificação dos sinais, mas além desse nível.

A importância da pesquisa faz-se por acreditar que o hábito da leitura desempenha uma importante força na vida social, política, económica e cultural, uma nova perspetiva sobre a vida e um novo olhar para o mundo.

Os noticiários mostram os problemas que existem na sociedade quando afirmo que a falta de interesse pela leitura é um problema sério porque a falta de informação leva à preguiça mental e conduz a humanidade ao caos social e cultural. Infelizmente, identificados também no meio acadêmico. No entanto, se a quota universidade tem sérios problemas com relação à leitura e linguagem, há também uma parcela da sociedade tida como parte da elite do país que pensa que a má formação não é nada mais que um mero reflexo de uma organização disfuncional em termos de formação de futuros leitores e de incentivos a leitura.

O ato de ler é visto como um problema social que se conecta com "maus" leitores outrora tomados como a leitura por prazer. Naturalmente, surgem algumas questões: está lendo? porquê? para que? existem muitas respostas, tais como: estudo, educação, para ser alguém na vida, em suma, um roteiro de respostas que resultam da ação. Ação que oferece vantagens, e não uma ação que proporcione prazer, em comparação com a leitura voltada para alimentos no qual nós apreciamos a nossa fome e, momentaneamente, engolimos, mastigamos, leitura é educação.

Não se pode deixar de dizer que a relatividade da afirmação de que a diferença na liderança socioeconómica em geral reflete as diferenças de oportunidades educacionais. Sendo assim, o ato de ler por prazer também é afetado por esta diferença, já que o acesso a instrumentos culturais e de lazer não são estimulados ou tratados como lazer, entretenimento, hobby são vistos e taxados como um mal necessário.

Ler cria um olhar holistico sobre o conhecimento dos indivíduos. Para que através da leitura, ou até mesmo do hábito de se ler, permita ao indivíduo praticar o conhecimento culturalmente construído e, portanto, mais fácil de subir os novos passos na aprendizagem e, também afetam o seu desempenho no trabalho de forma a valorizar o seu trabalho.

A leitura juntamente com o hábito de ler é a principal função da Escola, e é isso que permite ao aluno o autoconhecimento, para ser autor da sua própria história.
Se você olhar para a realidade que nos cerca, não há outra maneira de investir em educação para todos, sem discriminação, sem ultrapassar a atual estrutura educacional.

Escola, na mesma medida em que trabalha com pessoas, trabalha com valores, crenças e hábitos de comportamento e linguísticos diferentes, também cria uma faca de dois gumes com divergências de ideias, de linguagens, demonstrando as diferenças entre indivíduos de classes inferiores e superiores.

Posicionada como a base da educação, o ato de ler assume a sua função, político democrático ou não, dependendo do grupo social a que está sujeito. Então, se a Escola tem a intenção de participar do processo democrático do país deve incentivar a leitura nas séries iniciais, começando primeiramente com uma metodologia de ensino que estimula o prazer da leitura que reflita na educação, o desenvolvimento de pensamento crítico, enquanto lêem, em relação à realidade.

O ato de ler no mundo vem diretamente da leitura da palavra e é esta leitura, que proporciona a transformação da leitura nos indivíduos.

De algum modo, no entanto, devemos ir mais longe e falar que a leitura da palavra não vem apenas pela leitura do mundo, e sim por alguma forma de "escrita" ou "reescrita", ou seja, transformar através de atitudes conscientes da nossa prática.

O ato de ler é um instrumento de produção e reprodução. Isso é um patrimonial cultural pessoal onde os seres humanos são construídos como autores da sua própria história, popularizando no seu mundo e na sociedade em que vive.

Basta ler para começar a proporcionar a mudança desejada na sociedade, então para que criar barreiras para a popularização do livro.

Entretanto, devemos reconhecer que a literatura é um instrumento válido e valioso para o desenvolvimento da democracia na escola, os gestores das instituições educacionais devem estar envolvidos diretamente nos benefícios que a literatura traz efetivamente na sala de aula. Criam-se atitudes de respeito, solidariedade, sentimentos de valorização dos laços familiares, e ajuda o ser humano a satisfazer as suas necessidades de segurança, emocional, espiritual e intelectual. Tendo em vista que para o alunado do ensino superior a dificuldade perante a leitura é exemplificada pelo fato da dificuldade ao acesso é maior, pois já passaram pela fase do primeiro contato e assim notarem a diferença da leitura na formação do individuo, pois a leitura, em várias situações torna-se uma ferramenta essencial para resolver os problemas dos próprios professores, mesmo enquanto os alunos lutavam para superar os perigos e ameaças. Desenvolve-se um senso crítico, de humor e amplia o seu conhecimento, as relações de fomento e da vida social.

A preocupação com a educação estética deve estar alocada desde o primeiro dia de aula e supervisionar todo o desenvolvimento de habilidades, seja linguístico ou literário corretamente.

A capacidade de perceber a beleza, amar a beleza, deve ser adquirida em viver com a beleza. Sendo assim conclui-se que há necessidade de oferecer aos alunos várias oportunidades de literatura relacionada ao que se expõe em sala de aula. Quem é acostumado a ler bons livros não aceita o trabalho mal feito, sabe separar o bom do ruim. A orientação na escola, sobre a escolha de bons livros, mantém o estudante na sua integridade moral e social.

Será possível que atitudes individuais possam dar resultados em curto prazo, mas os resultados não serão totalmente usados, já que ter mais bibliotecas, mais livros e tecnologia para a organização de documentos de várias organizações, não é suficiente, embora seja essencial para o desenvolvimento de um país no âmbito cultural.

Mas, a mesma situação, agregada de incentivos e benefícios á leitura, levará as pessoas a lerem mais, e a tornarem a leitura uma ferramenta para que as pessoas se comprometam com a conquista da cidadania. Desse modo se passará a obter resultados verdadeiros quando a leitura se tornar um hábito que se multiplique diariamente nas vidas dos indivíduos.

Lisboa, 07 de Dezembro de 2018

— -
*Estaticista Oficial Aposentado, Antigo Vice-Presidente do Instituto Nacional de Estatística de Portugal

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