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Ranking Competitividade no Turismo/2019: PAICV diz não estranhar queda de cinco posições de Cabo Verde e sugere medidas alternativas 08 Setembro 2019

A presidente do PAICV afirmou hoje que o seu partido não estranha a queda de cinco posições de Cabo Verde no Ranking Competitividade no Turismo, já que vem alertando o Governo para este risco. Como medidas alternativas para travar esse recuo no referido sector, Janira Hopffer Almada defende que as políticas públicas e os objectivos devem ser orientados para maximizar o impacto líquido do turismo sobre o bem-estar dos cabo-verdianos, numa perspectiva a longo prazo sustentável e inclusiva, concluindo que isso só é possível se houver “visão estratégica e vontade política” acompanhada de “medidas acertadas” por parte do Governo de Ulisses Correia e Silva.

Ranking Competitividade no Turismo/2019: PAICV diz não estranhar queda de cinco posições de Cabo Verde e sugere medidas alternativas

A líder do maior partido da Esquerda Democrática na oposição fez, segundo a Inforpress, estas afirmações em conferência de imprensa em reacção à descida de cinco posições de Cabo Verde no ranking de turismo, do Fórum Económico Mundial, divulgado esta quarta-feira, 04 (ver este jornal).

Para Janira Hopffer Almada, a classificação de Cabo Verde no referido relatório quer dizer que o país é hoje “menos competitivo”, reforçando que isto significa uma retracção para os que queiram visitar e investir em Cabo Verde e tem “efeitos negativos” no crescimento económico do país.

Entretanto, lembrou que em 15 anos de governação do PAICV o turismo teve um “crescimento notável”, a uma média de 10 por cento (%) ao ano, mas que sobretudo passou a representar 21% do Produto Interno Bruto, tendo durante este período “aumentado grandemente” o número de turistas, dormidas, camas e empregos directos ou indirectos.

O Governo, segundo disse a líder da oposição citada pela Inforpress, “está a falhar redondamente nas promessas e nos compromissos que assumiu com os cabo-verdianos”, realçando que o mesmo não está a encarar os desafios existentes.

“Prometeu colocar Cabo Verde no top 30 dos países mais competitivo do mundo até 2021, com esta pontuação fica evidente que não chegaremos a essa meta. Prometeu promover as externalidades positivas do turismo, adoptar uma estratégia do turismo, eliminar as principais fraquezas do turismo em sede de segurança, saneamento, promoção internacional do destino, reforçar a articulação entre o turismo, ambiente e a segurança”, lembrou.

Medidas alternativas

Janira Hopffer Almada recordou ainda que o Governo prometeu colocar os serviços de transportes ao serviço do turismo, mas está a fazer “exactamente o contrário”, considerando, neste sentido, que, a nível dos transportes internos, as ligações são “mais caras”, os serviços são “mais ineficientes” e “muito mais difíceis”.

No entender do PAICV, é preciso trabalhar para transformar Cabo Verde num destino de referência, sugerindo que para se chegar a esse desafio é preciso enfrentar os desafios da competitividade, sustentabilidade, concentração e maximização do impacto sobre a riqueza e bem-estar dos cabo-verdianos.

“Se Cabo Verde perdeu cinco posições que dizer que perdeu a competitividade então deve trabalhar para adequar e melhorar as condições de saúde e saneamento e melhorar as condições a nível de segurança”, ajuntou, defendendo ser fundamental que o Governo dê prioridades aos sectores de viagens e turismo nas políticas públicas.

Segundo ainda a Inforpress, a líder do PAICV defende que as políticas públicas e os objectivos devem ser orientados para maximizar o impacto líquido do turismo sobre o bem-estar dos cabo-verdianos, numa perspectiva a longo prazo sustentável e inclusiva, concluindo que isso só é possível se houver “visão estratégica e vontade política” acompanhada de “medidas acertadas” por parte do Governo.

O Relatório de Competitividade em Viagens e Turismo 2019, divulgado pelo Fórum Económico Mundial, revelou que Cabo Verde caiu cinco posições no ‘ranking’ mundial de competitividade no turismo 2019, ficando assim no 88º lugar este ano.

O referido relatório é publicado de dois em dois anos e classifica cerca de 140 países em seus pontos fortes relativos ao turismo e viagens globais.

Em 2017, Cabo Verde ocupou 83º lugar, a nível mundial e 1º a nível do continente africano, numa zona geográfica em que foram avaliados 13 países da África Ocidental.

A nível do continente africano, de acordo com os dados do relatório, o arquipélago ficou atrás de países como Maurícias, África do Sul, Seicheles, Namíbia e Quénia.

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