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REPORTAGEM/São Vicente: Novo ano lectivo começa com mistura de preocupação e fé de pais e encarregados de escolas 13 Setembro 2021

A abertura do ano lectivo, em São Vicente, arrancou com pais e responsáveis de escolas manifestando-se ainda “muito preocupados” com a covid-19, mas com fé que tudo corra bem e esperança na aprendizagem dos alunos em horário integral.

REPORTAGEM/São Vicente: Novo ano lectivo começa com mistura de preocupação e fé de pais e encarregados de escolas

A azáfama que não se via há três meses, voltou hoje à Rua Corsino Fortes e com dezenas de alunos, muitos deles acompanhados dos pais, indo para a Escola Secundária Jorge Barbosa.

Crisolita da Cruz é uma das mães e disse, à Inforpress, estar “contente” pela filha, indo pela a primeira vez para a secundária, apesar da “cautela” exigida pelos tempos de pandemia.

“Temos que estar sempre a os avisar que devem ter cautela, para se protegerem, protegerem também os colegas e os pais”, sublinhou, admitindo uma certa preocupação pela maior aproximação entre os alunos no horário integral, de cinco horas, em vez das duas horas de aulas estipuladas no ano passado devido à covid-19.

Mas, há mistura de sentimento, e a mãe está “satisfeita” por a filha de 12 anos ter agora mais tempo na escola e consolidar mais as matérias.

“Primeira vez (na secundária) eles têm que ter a base bem firme, ela corre risco sim, mas prefiro que tenha as aulas todas sim”, sustentou.

Até porque, considerou, “só Deus” para conseguir resguardar os pequenos desta doença que “não tem muito a se fazer”.

A mesma fé também guia Vânia Évora, que com um bebé de meses no “canguru” leva à Escola Padre Cristiano Rodrigues, em Chã de Alecrim, o seu filho de seis anos, para o primeiro ano.

A jovem disse “confiar em Deus que tudo vai correr bem” e “ainda mais confiança” de que a escola vai cumprir todas as regras sanitárias.

E na pequena escola, de quatro salas, a “maior preocupação” da responsável, Lisângela Vitória, é de conseguir “diminuir os riscos” e “aumentar a segurança de todos”. Algo que começa logo à entrada com os alunos a fazerem uma fila indiana para entrarem na escola e depois barrufados nas mãos com álcool gel pelas professoras.
Os materiais de limpeza e desinfecção, segundo a mesma fonte, têm em quantidade “mais ou menos suficiente”, já que juntaram forças no agrupamento para ultrapassar de melhor forma mais esta “experiência” exigida pela covid-19.

Entretanto, nem tudo são lamentos, porque com o horário normal de quatro horas, os alunos já podem ter mais presença nas salas de aulas e mais prática, com exercícios, para consolidar as matérias.

Por outro lado, os professores, ajuntou, já podem estar mais com os alunos, conhecer mais as suas dificuldades e há mais tempo para as superar, caso existirem.

“Isto é muito bom, porque, para além da pandemia, a vida tem de continuar e desejamos que continue da melhor forma e assim, se calhar, assim é melhor”, rematou.

E aliada à esperança em dias melhores, tem sido feito também o trabalho de prevenção, até porque, conforme a delegada de Educação em São Vicente, Maria Helena Andrade, o novo ano lectivo arranca com 92 por cento (%) dos professores vacinados com a primeira dose da vacina contra covid-19.

No entanto, segundo a mesma fonte, serão “mantidas e reforçadas as medidas” para conter a propagação da covid-19, nomeadamente “a limpeza e a manutenção corrente das escolas”.

Neste ano lectivo, a ilha terá cerca de 2.700 no pré-escolar, oito mil no 1º ao 6º ano de Ensino Básico Obrigatório e 5.500 do 7º ao 12º ano, orientados por 1.100 professores.

A Semana com Inforpress

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