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REPORTAGEM/Ocean Race: Divididos entre interesse pelos barcos e pela ciência, alunos revelam-se ávidos por conhecer tudo sobre os oceanos 25 Janeiro 2023

Mais de 600 alunos das escolas do Mindelo visitaram na terça-feira o ‘Park Live’ da Ocean Race e divididos entre gostar mais dos veleiros ou das explicações de ciência, todos, ávidos, quiseram conhecer mais sobre oceanos.

REPORTAGEM/Ocean Race: Divididos entre interesse pelos barcos e pela ciência, alunos revelam-se ávidos por conhecer tudo sobre os oceanos

O parque da regata Ocean Race, no Porto Grande do Mindelo, passou a ter uma movimentação diferente constatada pela Inforpress logo após às 09:30 quando os autocarros começaram a chegar, cheios de caras curiosas que espreitavam logo pelas janelas.

No meio da “comitiva” vários alunos de diferentes escolas primárias e secundárias de São Vicente, Escola Portuguesa, Escola Salesiana, Escola João José dos Santos, Escola Arnaldo Medina, Escola de Lameirão, enfim estabelecimentos do centro e das “fraldas” (periferias da cidade do Mindelo) convidadas para participar do programa “Learning” (aprendizado).

Com sorrisos nos rostos, mas também aparentando algum nervosismo, foi difícil os convencer a formar filas como deve ser e aguardar nem que fosse um bocadinho para percorrer as tendas reservadas às instituições de ciências e organizações ligadas à defesa ambiental.

“Mal posso esperar a hora de ver os barcos”, desabafou Diego João, 10 anos, revelando à Inforpress o sonho de um dia, quem sabe, fazer uma viagem ao redor do mundo a bordo de um veleiro como os da Ocean Race e assim seguir um pouco as pisadas do padrasto da mãe, que é marinheiro de profissão.

Mas, Diego não é o único a querer viajar o mundo num veleiro devido ao “amor” pelo mar, Rafael da Luz também o deseja, e durante a visita não deixou de mostrar o seu contentamento por poder ver barcos tão rápidos assim tão de perto.

Pelo contrário, Aryen do Rosário prefere as explicações de ciência, já que, do balanço dos navios não grama muito por o fazerem passar mal do estômago, explicou à Inforpress, antes de entrar juntamente com os colegas no Pavilhão da Ciência, sob a coordenação da Universidade Técnica do Atlântico (UTA), Instituto do Mar (IMar) e Centro Oceanográfico do Mindelo.

E assim, no mundo de animais marinhos empalhados e outros conservados em formol, seres microscópicos e outras novidades como óculos com vídeo em 3D, retratando o fundo do mar, ‘Ocean Vision’, o Pavilhão da Ciência fez as maravilhas das crianças e adolescentes, bem exemplificado pelas palavras de Laura, aluna da Escola Salesiana que deixou escapar, entre um sorriso, não saber se “o fundo do mar poderia ser tão rico assim”.

Entre alguns desatentos, a maioria tentou captar o máximo que podia, fazendo e respondendo perguntas sobre espécies naturais de Cabo Verde, o porquê de se dizer que os tubarões são perigosos, o que são fitoplâncton, mas também mostrando já ser conhecedor de algumas boas práticas de preservação dos oceanos, por exemplo, manter as praias limpas e não deixar lixo ir para o mar.

“Receber estes alunos para esta feira tem sido um grande desafio, porque são muitas crianças para darmos as informações, mas, por outro lado, tem sido muito recompensador porque estão a adorar”, asseverou a representante do Programa Aprendizado, Iara Rodrigues.

Segundo a responsável, montaram um “sistema em carrocel” no qual os estudantes, ao o percorreram os stands podem ter “informações bem precisas” sobre os recursos existentes nos mares e da relação que deve existir entre os oceanos e os humanos, disponibilizados pelas instituições do Estado e pela associação ambiental Biosfera 1, e ainda ter mais literacia financeira voltada para o mar, através da Bolsa de Valores de Cabo Verde.

Por tudo isso, disse Iara Rodrigues, a feira de ciência na Ocean Race tem “válido a pena”, tanto assim é que até receberam visitas de “turmas espontâneas” fora da planificação, mas, que não deixaram de ser acolhidas e, por outro lado, propostas dos professores para levar as exposições às escolas.

Um “sucesso” conseguido, acredita Iara Rodrigues, também devido ao impacto da chegada da “maior regata do mundo”, no Mindelo.

Afinal, tal como descreveu Bruno Delgado, de 10 anos, da Escola Portuguesa do Mindelo, “a visita ao pavilhão foi boa, mas sem os barcos o evento não seria o mesmo”.

Entre idas e vindas, a organização espera receber cerca de 1.900 alunos até a manhã de hoje, último dia em que os veleiros da Ocean Race estarão em São Vicente.

A “frota” de 11 barcos, que ficou completa com a chegada da embarcação “Viva México” na madrugada desta terça-feira, 24, parte rumo à cidade do Cabo, África do Sul.

Para o “adeus” está programada uma cerimónia oficial de despedida, primeiramente dos veleiros da categoria VO65 às 12:35 com partida do Porto Grande do Mindelo, às 13:40, e de seguida os IMOCA às 14:40 com partida às 15:45.

O aviso do início da corrida no largo da baía está marcado para às 17:00.

A Semana com Inforpress

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