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Presidente do PAICV: Ulisses Correia tem clara consciência que o Ano de 2018 não foi um ano fácil para os cabo-verdianos 27 Dezembro 2018

A presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição)qualifica a Mensagem de Natal do Primeiro-Ministro Ulisses Correia e Silva como sendo de “sem alma e que nem transmite a esperança para o país”. É que segundo a Janira Hopffer Almada o próprio Primeiro-Ministro “tem clara consciência que o Ano de 2018 não foi um ano fácil para os cabo-verdianos”.

Presidente do PAICV: Ulisses Correia tem clara consciência que o Ano de 2018 não foi um ano fácil para os cabo-verdianos

Esta constatação da líder da oposição foi feita depois da tradicional Mensagem de Natal do Primeiro-ministro aos Cabo-verdianos. Segundo a presidente do PAICV, “não poderia ser diferente, pois ele também tem noção que o País não só não está melhor, como piorou, sim, nestes quase trés anos da governação do MpD”.

Conforme a mesma fonte, “como sempre e para justificar a sua falta de solução e de resultados, ele falou da herança que herdou do PAICV. É preciso dizer ao Dr. Ulisses Correia e Silva que ele recebeu uma Boa Herança. Ele recebeu um país infraestruturado e com credibilidade, que pagou, até o último dia, os salários (sem rupturas) e honrou todos os seus compromissos. Ele herdou o 2º País melhor Governado em África, e que conseguiu cumprir os ODM’s, com um forte programa de combate à pobreza e com as desigualdades sociais a diminuírem. Ele herdou um país com fortes investimentos na saúde, e com a maior taxa bruta de escolarização no ensino superior, no nosso Continente”.

Por isso, disse a Janira que o problema não é a “Herança”. Mas sim a falta de capacidade de Ulisses Correia e Silva de saber gerir a herança, optando sempre pelo desmantelamento como aconteceu, por exemplo, com o programa Casa para Todos.
Para a mesma, “o ano de 2018 não foi um fácil. E o Primeiro-Ministro sabe disso. Foi um Ano difícil para as Famílias, que sentiram a sua vida a piorar, com o aumento do custo de vida, com os preços dos bens e serviços essenciais como a água, a luz, o gás, o combustível e os transportes a aumentarem, sem ter havido reposição do poder de compra, pela via do aumento salarial e do aumento dos rendimentos. Por isso, já perdemos duas posições no Índice de Desenvolvimento Humano”.

Mais desemprego jovem e dívida pública

A líder tambarina manifestou, igualmente, que foi um ano difícil também para os Jovens, que passaram a ter menos oportunidades de ensino com a redução das bolsas de estudo e dos apoios sócio-educativos e com mais 6.000 pessoas lançadas no desemprego.

“Foi um Ano difícil igualmente para as Empresas, que continuaram a debater-se com o problema do financiamento, cada vez mais difícil de resolver, uma vez que o Estado passou a ser um forte concorrente das Empresas, no acesso ao crédito pela via do aumento do endividamento interno. Veja-se que já caímos duas posições no Doing Business”, disse na sua pagina oficial do Facebook.

No tocante à vertente ao Orçamento do Estado de 2019. JHA realçou que “é um Orçamento que, claramente, não resolve os problemas do País e não responde às expectativas dos cabo-verdianos”.

É que, segundo a mesma fonte, “para 2019, nem o crescimento atingirá os 7% prometidos – para gerar os 9.250 empregos dignos, prometidos. Nem a dívida publica diminuirá – aliás, aumentará em 47 milhões de contos”.

Também “nem haverá mais bolsas de estudo para os Jovens – e ainda se aguarda pelas 50 bolsas, nas melhores Universidades do mundo, prometidas na Campanha. Nem a gratuitidade de ensino chega a todos – apesar de ter sido essa a promessa de campanha e apesar da redução dos apoios sócio-educativos a jovens carenciados. E nem os rendimentos das famílias aumentarão – pois que, dos 20 mil funcionários públicos, apenas mil terão aumento salarial de 2,2%”.

Ausência do programa de habitação e PAICV como alternativa credível para o país

Outras duvidas são em ralação a habitação. “Pois depois do desmantelamento do “Casa para todos”, não se apresentou, ainda, qualquer programa alternativo. Tão pouco o problema de desemprego, sobretudo para os Jovens, cuja "solução milagrosa" o MPD tinha na campanha, será resolvido.

E o Governo acena com os estágios profissionais, que surge como a “grande e inovadora medida deste Governo para mitigar o desemprego – quando todos sabemos que os estágios profissionais existem desde 2007, em Cabo Verde, e quando sabemos que todos que fazem estágio aspiram, legitimamente, por um emprego digno”.

Para concluir, JHA questiona se não é possível um país melhor governado, com mais igualdade e com mais oportunidades? Ela mesma responde “Claro que sim. É possível trabalhar para construirmos a Terra com que que todos sonhamos. É possível trabalhar para termos um país que seja para Todos. É tempo de acreditar que é possível fazer mais e fazer melhor. Eu Acredito!”, assevera a lida do maior partido da oposição, que se assume como sendo a melhor alternativa ao atual governo do MpD em Cabo Verde.

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