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Presidente do IPC apresenta resultados de Cabo Verde do projeto MARGULLAR no “I Congresso da Arqueologia Subaquática da Macaronésia” 25 Novembro 2021

O Presidente do Instituto do Património Cultural, Hamilton Jair Fernandes e o técnico e historiador Edson Brito, apresentaram, esta quinta-feira, 25, os resultados de Cabo Verde do projeto MARGULLAR no “I Congresso da Arqueologia Subaquática da Macaronésia”, que está a decorrer em Lanzarote, Ilhas Canárias.

Presidente do IPC apresenta resultados de Cabo Verde do projeto MARGULLAR no “I Congresso da Arqueologia Subaquática da Macaronésia”

Segundo a mesma entidade, trata-se de um evento que reúne os parceiros do projeto para apresentar os resultados do mesmo nos seus respetivos territórios, é fruto de mais de dois anos de trabalho no âmbito do Projeto Cooperação Territorial INTERREG MAC 2014-2020 MARGULLAR, cofinanciado pelos fundos europeus do FEDER.

Em nota enviada a este diário digital, o IPC revela que o projeto MARGULLAR foi desenvolvido em parceria com as ilhas da Macaronésia (Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde), e visa articular o Património e Turismo, através da realização de trabalhos de arqueologia subaquática para a preservação e conservação do património marinho, para a sua posterior valorização e aproveitamento, com foco na melhoraria da atratividade e promoção do turismo nestas regiões.

Durante o congresso os territórios estão a ter a oportunidade de compartilhar conhecimentos e boas práticas que existem na arqueologia subaquática atual, tanto ao nível metodológico como à conservação e divulgação do património cultural subaquático e dar visibilidade às diferentes iniciativas que estão a ser desenvolvidas nestas regiões estarão no cerne do evento.

Convém salientar que Cabo verde é Estado-membro da convenção do Património Cultural Subaquático, e tem primado para a salvaguarda deste património, adotando medidas legais e institucionais para o efeito, nomeadamente criação da comissão nacional para salvaguarda do património cultural subaquático; criação do plano de ação local, especialmente, ações de sensibilização das comunidades costeiras; recuperação e compilação de documentações relativos à arqueologia subaquática, tais com os naufrágios, em colaboração com o consultor Paulo Alexandre Monteiro e com DRAC/ADCA/AÇORES; criação do programa de mergulho na Ilha de Santiago (Ancoradouro da Cidade Velha, na Calheta de Sâo Martinho, na Baia da Praia, em São Francisco e no Tarrafal); curso de formação em mergulho profissional; ratificação da Convenção da UNESCO sobre o Património Cultural Subaquático.

Roubo e pilhagem de patromónio subaquático

Ainda, segundo a organização, dentro deste projeto se encontram em carteira a criação e colocação de sinaléticas, curso de formação em arqueologia subaquática, criação do Circuito Turístico e Inclusão em diferentes redes institucionais de Cabo Verde.

Recorde-se que recentemente, o Instituto do Património Cultural denunciou e solicitou a colaboração e atuação de autoridades nacionais, o roubo e o empilhamento de bens com valor patrimoniais que se encontram no fundo do mar da ilha do maio. “Uma denúncia que efetivou no sentido de haver uma atuação célere possível, para evitar a destruição e pilhagem do Património Subaquático da República de Cabo Verde”, lê-se no documento que vimos citando.

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