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Presidente da República pede honra, consideração e carinho para combatentes da liberdade 21 Janeiro 2020

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, disse hoje, Dia dos Heróis Nacionais, que pensões, tributos e homenagens são importantes, mas pediu honra, consideração e carinho para todos aqueles que lutaram pela independência do país.

Presidente da República pede honra, consideração e carinho para combatentes da liberdade

“Devemos honrar, considerar, acarinhar todos aqueles que lutaram pela independência de Cabo Verde. As pensões, os tributos, as homenagens são importantes, mas creio que o mais importante de tudo, para as pessoas que combateram pela liberdade da pátria, é o sentimento de orgulho, de terem sido protagonistas e terem lutado pela independência do país”, afirmou Jorge Carlos Fonseca.

O chefe de Estado falava, na cidade da Praia, no final da tradicional cerimónia de deposição de uma coroa de flores no memorial em memória a Amílcar Cabral, ideólogo das independências da Guiné-Bissau e de Cabo Verde.

Para Jorge Carlos Fonseca, não se pode dizer que não se tenha feito nada, mas tem constatado críticas sobre a atribuição de pensões aos combatentes da liberdade, enquanto outras pessoas entendem que deveriam ser tratados de uma forma mais digna e mais nobre.

O Dia dos Heróis Nacionais, feriado nacional, assinala o aniversário do assassinato de Amílcar Cabral, fundador do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, atual Partido Africano da Independência de Cabo Verde – PAICV), em 20 de janeiro de 1973, na Guiné Conacri.

Segundo o Presidente da República, a reedição da cerimónia, que contou com representantes de todos os órgãos de soberania, as mais altas entidades do Estado e do corpo diplomático, significa que o Estado de Cabo Verde respeita a história, tem memória do seu percurso e que a história é uma só e que nela cabe a homenagem aos combatentes, também presentes no ato.

A data é mais ligada ao PAICV, atualmente na oposição, enquanto o 13 de janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia e que assinala a realização das primeiras eleições multipartidárias em Cabo Verde, em 1991, é mais associada ao Movimento para a Democracia (MpD, no poder).

A presidência da República de Cabo Verde organiza há oito anos a “Semana da República”, com atividades sobre essas duas datas, com Jorge Carlos Fonseca a entender que não se deve selecionar fases da história, mas sim ter orgulho do que o país é, através do seu percurso.

Para o Presidente, a questão da separação e pertenças dessas datas não se muda radicalmente e de um ano para o outro, mas sim um trabalho de paciência, “uma corrida de maratona”.

Além da tradicional deposição da coroa de flores, serão realizadas várias atividades um pouco por todo o país, em que as comemorações centrais decorrem no município de Santa Cruz, interior da ilha de Santiago, organizadas pela Fundação Amílcar Cabral, em parceria com a Associação dos Combatentes da Liberdade da Pátria (Acolp) e a autarquia local.

O PAICV organiza uma cerimónia comemorativa na ilha da Boa Vista, presidida pela presidente do partido, Janira Hopffer Almada, que também vai depositar uma coroa de flores no jazigo de Aristides Pereira, primeiro Presidente da República de Cabo Verde (1975-1991), que morreu em setembro de 2011.

O Muvimentu Korenti di Ativista realizou a 8ª edição da Marcha Cabral Unificador do Povo, na cidade da Praia, este ano sob o lema “Participação da mulher na luta de libertação”, tendo saído da Praça Alexandre Albuquerque, no Plateau, e terminado junto ao memorial de Amílcar Cabral, na Várzea. C/Lusa

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