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Presidente da ARC reitera que há “promiscuidade” no 10 Maio 2018

A presidente da Autoridade Reguladora da Comunicação Social (ARC), Arminda Barros, reiterou hoje,10, que há uma “promiscuidade” na RTC, uma vez que há delegados desta empresa a desempenhar esta função ao mesmo que exercem o jornalismo.

Presidente da ARC reitera que há “promiscuidade” no

“Estamos a trabalhar com a RTC para sanar de vez esta situação”, afirmou a presidente da ARC.

Arminda Barros fez estas considerações na Comissão Especializada do Parlamento para Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos, Segurança e Reforma do Estado (CEACDHSRS), ao ser ouvida hoje sobre o funcionamento dos órgãos de comunicação social.

Na sua perspectiva, a situação dos delegados da Radiotelevisão Cabo-verdiana provoca algum “desconforto”, pelo que é preciso que o conselho de administração crie condições para dispor de um delegado que não exerça o jornalismo.

A administração da RTC, diz Arminda Barros, já entendeu a preocupação da autoridade reguladora, admitindo que pode existir esta “zona sombra” no concernente ao exercício de funções dos seus delegados espalhados por diferentes pontos do país.

A presidente da ARC disse que pediu à administração da maior empresa pública de comunicação social do país que, num “prazo razoável”, resolva a situação.

Segundo ela, os responsáveis da RTC solicitaram o alargamento do prazo para solucionar o problema de delegados que exercem esta função e, simultaneamente, desempenham cargos administrativos.

“Se o estatuto (da RTC) diz que o delegado é representante da empresa, já o jornalista, por força das normas éticas e deontológicas, deveria estar a fazer só o trabalho jornalístico”, concluiu.

Em declarações à imprensa à margem da audição na CEACDHSRS, a primeira responsável da ARC reconheceu que os órgãos de imprensa privados vivem uma “situação económica difícil”, destacando que aqueles que não têm dívida para com terceiros têm problemas com o fisco ou então a previdência social.

“Há jornalistas que recebem dez contos por mês e isto não é salário, mas sim uma gratificação”, lamentou a presidente da Autoridade Reguladora da Comunicação Social, interrogando-se como é que uma pessoa que já concluiu a Universidade pode estar a ganhar dez mil escudos mensais.

Sobre as rádios comunitárias, admitiu que nenhuma delas dispõe de dinheiro para pagar o básico, como o telefone, luz e água e, de acordo com ela, “felizmente, todas estão acomodadas em instituições como ONG ou câmaras municipais”, onde não pagam rendas. Fonte: Inforpress

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