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Preços mundiais de exportação de cereais mantêm-se diferenciados da semana anterior 14 Setembro 2020

De acordo com o último Relatório divulgado pelo Secretariado Nacional para a Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN), os preços de exportação dos cereais mantiveram-se diferenciados da semana anterior.

Preços mundiais de exportação de cereais mantêm-se diferenciados da semana anterior

Milho com preço em alta

O documento revela que os preços mundiais de exportação de milho mantiveram a tendência de alta da semana anterior. Nos Estados Unidos, o aumento do interesse de compra no exterior, principalmente da China, ressaltado pelo recorde de vendas acumuladas de 15,8MT Milhões Toneladas da safra 2020/21, bem como as perspetivas mais baixas da produção sustentaram os preços.

Nota-se que na Argentina, as chuvas recentes ajudaram a aliviar a seca em partes do país, à medida que os agricultores começaram a semear variedades no início da temporada na província de Entre Rios, mas foi relatado que será necessária mais precipitação, especialmente nas regiões do Norte. No Brasil, foi reportado que o plantio no início da safra 2020/21 (primeira safra) no sul do país progrediu lentamente devido às condições húmidas. Segundo uma projeção privada, espera-se uma queda anual de 5% na área de cultivo, citando a preferência dos agricultores pela soja.

Trigo com tendência de baixa

Já em relação aos preços mundiais de exportação de trigo apresentaram uma tendência de baixa face à semana passada, com a redução da perspetiva de oferta global a pressionar os preços. Nos Estados Unidos, as vendas semanais de exportação de trigo de 585.400 toneladas ficaram 4% acima da média recente e assumiram um total acumulado de 12,5 Milhões de Toneladas, cerca de 9% superior face ao ano passado. Após rumores recentes de interesse de compra da China, o total semanal inclui 125 mil Toneladas do Trigo HRW e HRS. Na União Europeia, as cotações de exportação do Trigo da França.

Preço de açucar em baixa

Este aumento de trigo, segundo o documento, deve-se principalmente a uma recuperação na produção de açúcar da Índia 31,5 Milhões de Toneladas, parcialmente compensada por uma diminuição na produção do Brasil 34,7 Milhões de Toneladas. Nos mercados futuros, os preços apresentaram uma tendência de baixa, com os contratos do açúcar bruto e refinado/cristal para entrega em outubro, cerca de 4,4% e 0,6% abaixo da semana anterior, respetivamente.

Arroz mantém tendência mista

Ainda, segundo o SNSAN, os preços mundiais de exportação de arroz mantiveram a tendência mista da semana anterior. Na Tailândia, o comércio lento associado aos feriados, assim como os movimentos cambiais e a fraca procura internacional pesaram sobre as cotações de exportação. No Vietname, a redução dos interesses de compra pelos operadores económicos que aguardavam as chegadas da terceira safra ou buscavam preços mais competitivos em outros lugares, como na Índia, impulsionaram a queda dos preços. Nos Estados Unidos, as cotações de exportação do Arroz Americano 2,4% registaram uma ligeira subida face à semana anterior, cerca de 0,8%.

Açúcar em baixa

Em relação ao açúcar, o estudo aponta que os preços mundiais de exportação mantiveram a tendência de baixa da semana passada. De acordo com a ISO (Internacional Sugar Association), a produção global de açúcar deve aumentar 2,3%, para 173,46 Milhões de Toneladas em 2020/21. Este aumento deve-se principalmente a uma recuperação na produção de açúcar da Índia (31,5MT), parcialmente compensada por uma diminuição na produção do Brasil (34,7MT). Nos mercados futuros, os preços apresentaram uma tendência de baixa, com os contratos do açúcar bruto e refinado/cristal para entrega em outubro, cerca de 4,4% e 0,6% abaixo da semana anterior, respetivamente.

Frete Marítimo em baixa

Segundo amesma fonte, as taxas de frete para o transporte de graneis sólidos mantiveram a tendência de baixa da semana anterior. No mercado do setor dos navios Handysize, a queda nos preços do petróleo bruto e do bunker contribuiu para o recuo das taxas de frete nas principais rotas. Os ganhos para o setor dos navios Supramax foram moderados, com o apoio contínuo da procura na América do Sul a ser contrabalançado por quedas em outros lugares. Para o carregamento nos navios Capesize, as taxas diminuíram num cenário de redução da atividade de minério de ferro na Austrália e no Brasil, juntamente com a procura limitada no Atlântico Norte. As taxas de frete para navios Panamax registaram uma queda devido à redução da procura.

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