SOCIAL

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Praia: Três centenas de pessoas sairam às ruas da Capital para exigir do Governo a reposição do poder de compra dos trabalhadores 12 Janeiro 2020

Pelo menos três centenas de pessoas sairam, hoje, às ruas da Capital cabo-verdiana, respondendo assim ao convite feito neste sentido por oito sindicatos de Santiago da família UNTC-CS. Com o lema “Pela Dignificação do Trabalhador Cabo-verdiano” e munidos de cartazes com várias palavras de ordem, os participantes desta manifestação exigiram do Governo mais emprego para os jovens, liberdade sindical, contrato digo, justiça social, reposição do poder de compra, mais proteção social, entre outras reivindicações.

Praia: Três centenas de pessoas sairam às  ruas da Capital para exigir do Governo a reposição do poder de compra dos trabalhadores

Segundo estimativas de fontes independentes ouvidas pela Reportagem do Asemanaonline, cerca de trezentas de pessoas marcharam, de forma pacífica, este sábado, pelas ruas principais da cidade da Praia, exigindo ao Governo de Cabo Verde a resolução dos “graves” problemas que os trabalhadores cabo-verdianos têm vindo a enfrentar».

Ouvida no local por este jornal, a presidente da UNTC-CS, Joaquina Almeida, mostrau-se, em geito de balanço, satisfeita com a manifestação, referindo-se que é dever da organização que dirige proteger e lutar a favor dos trabalhadores cabo-verdianos. “Ainda que seja um trabalhador, é nosso dever estar junto dele, no sentido de defender os seus interesses e exigir do Governo a reposição dos seus direitos”, afirma, sublinhando que houve pouca adesão dos trabalhadores, devido à programação de uma outra manifestação, na tarde do mesmo dia, sobre o caso de Giovani, jovem cabo-verdiano morto por espancamento ocorrido em Portugal.

Questionada sobre a não participação dos sindicatos nacionais na manifestação deste sábado, Joaquina Almeida preferiu não responder à questão, salientando que sua maior preocupação é manifestar a favor da dignidade dos trabalhadores. “Entretanto, caso for convidada, poderei apoiar a manifestação convocada por outros 12 sindicatos nacionais da família da UNTC-CS, a ter lugar na próxima segunda-feira, 13» admitiu.

Para esta responsável da UNTC-CS, são vários os constrangimentos que levam os trabalhadores a se manifestarem, nomeadamente fatores que caraterizam “a difícil situação sócio-laboral que se vive no País, com destaque para a elevada taxa de desemprego juvenil, a precariedade laboral, salários baixos, a desigualdade social, entre outras situações”, concui Joaquina Almeida.

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