AUTÁRQUICAS 2020

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Praia/Analista afirma: Número record de candidaturas partidárias e independentes são sinais de vitalidade democrática e de uma sociedade mais reflexiva 17 Outubro 2020

Marcadas pela pandemia do COVID-19 e as restrições sanitárias consequentes, estas corridas à autarquia da capital cabo-verdiana fica igualmente marcadas por um número record de candidaturas (8), sendo quatro deles independentes e que pintam um quadro diferente de eleições anteriores. Para responder à questão sobre como estes fatores poderão influenciar o resultado final deste processo eleitoral que culmina com os votos no dia 25 de outubro, o Asemanaonline foi à conversa com um dos notáveis analistas políticos nacionais João Santos, que é criminalista de profissão e oficial superior da Polícia Nacional. Este entrevistado considera, para já, o elevado número de participantes nestas eleições como sinais de vitalidade democrática e de uma sociedade mais reflexiva. Confirme, nesta entrevista, a reflexão de Santos.

Praia/Analista afirma: Número record de candidaturas partidárias  e independentes são sinais de vitalidade democrática e de uma sociedade mais reflexiva

Como vê o impacto do número record (8) de candidatos na Praia e o que representa para a cidadania local e nacional?

O impacto é positivo porque a mensagem ao poder instalado, é simples: - “Há mais mundos para além daquele que terminantemente oferecem ou, pior, nos impõem”. O impacto, “ao menos na ALMA,” é muito, muito bom. É um sinal de vitalidade da nossa sociedade. É a nossa democracia a afirmar que, a sua instauração, na sequência da libertação do jugo colonial, só tem sentido se tiver como fundamento, uma ambição coletiva, isto é, a dignidade do homem cabo-verdiano”.

Como vê, particularmente, o surgimento de quatro candidaturas independentes na Praia?

As candidaturas independentes, para além de toda e qualquer especulação sobre os motivos, só podem ser entendidas no quadro de uma sociedade mais reflexiva que, não se deixa embarcar na logica do discurso do, “pegar ou largar” do, “ou comigo ou com mais ninguém”. Numa democracia incipiente como a nossa, a perpetuação de um processo tipo “ agora ê nha bês” é empobrecedor e quiçá suicidário das instituições que fundam o nosso sistema democrático. Essas candidaturas são a prova mais que evidente de que os capitalinos negam frontalmente o que se lhes está a ser servido ou, melhor, impingido, “o que as candidaturas independentes estão a dizer é que não tomam a APARÊNCIA pela REALIDADE”. As palavras de ordem da candidatura que até agora esteve à frente da cidade da Praia são um descarado apelo a uma “Fuga para a Frente”. Por isso, e bem, são uma espécie de denúncia face à falsidade em que vive o país e a capital, muito particularmente. Neste especto, permita- me, o PAICV, através do seu candidato, Dr. Francisco Carvalho, tem-no feito com absoluta lucidez.

Que papel poderão estas candidaturas independentes ter no resultado destas eleições?

Só nas ditaduras é que se consegue antecipar os resultados eleitorais. Agora, pessoalmente espero que o papel seja determinante, para a alteração do atual estado das coisas. Mais é-me impossível dizer.

Como é que as restrições sanitárias poderão influenciar o resultado das eleições de 25 de outubro, sendo claro que já afeta a sua margem de atuação no terreno?

As restrições sanitárias não podem ter como consequência necessária a restrição da consciência das pessoas e da sua cidadania. Ninguém pode negligenciar os perigos para a saúde, individual e coletiva, que o COVID-19 representa. Contudo, espero que, não obstante todos os cuidados que se impõem, as pessoas não deixem de exercer o seu direito de escolher quem querem que esteja à frente dos destinos do seu município, nos próximos anos.

KS ( Estágiaria)\ Redação

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