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Violência à mão armada grave na Praia: Detido agente da Polícia Nacional por suposto crime de assalto a uma residência em Safende 15 Junho 2021

Um agente da Polícia Nacional (PN) foi detido, esta terça-feira, 15, enquanto tentava fugir encapuzado da perseguição de moradores após ter supostamente perpetrado um assalto à mão armada a uma residência no bairro de Safende, um dos bairros degradados dos arredores da Capital cabo-verdiana. Para observadores atentos, este caso de «policial assaltante», que se juntam a outros graves como os que envolveram agentes na violação sexual de uma mulher na Esquadra de Santa Catarina de Santiago e tráfico de armas por elementos do corpo da proteção de entidades oficiais, não deixará de repercutir negativamente na imagem da Polícia Nacional, que é uma das instituições da República que normalmente goza de uma boa avaliação por parte dos cabo-verdianos.

Violência à mão armada grave na Praia: Detido agente da Polícia Nacional por suposto crime de assalto a uma residência em Safende

Em comunicado, a PN informa que aquela corporação foi acionada por volta das 20 horas para intervir, na sequência de um assalto perpetuado a uma residência, na localidade de Safende, com recurso a uma arma de fogo.

“De imediato, foram acionadas as equipas policiais do Comando Regional no terreno, que se deslocaram ao local no sentido de interceptar os suspeitos. Chegados ao local, deparou-se com um grupo de cidadãos em perseguição a um individuo”, lê-se na nota remetido a este diário digital.

De acordo com a referida fonte, durante a fuga, o suspeito, que se encontrava encapuzado e na posse de uma arma de fogo, teve que ser alvejado com um tiro numa das pernas, para mais tarde ser interceptado pela Polícia.

“Já imobilizado e retirado o capuz, se apercebeu tratar-se de uma agente da Polícia Nacional. Ao mesmo foi dado a voz de detenção e conduzido ao Hospital Agostinho Neto para receber cuidados médicos”, reiterou a fonte na nota remetida ao Asemanaonline.

Justiça e repercussão do caso na imagem da PN

O suspeito, agente da Polícia Nacional, será apresentado às autoridades judiciais nas próximas horas para o apuramento das responsabilidades criminais e a aplicação das medidas de causação pessoal.

A fazer fé nas disposições legais que definem os estatutos e o respetivo regulamento da Polícia Nacional, tudo indica, segundo fontes próximas a oficiais superiores, que o suspeito «policial assaltante» fica, além da queixa-crime a ser remetida ao Tribunal, sujeito ao processo disciplinar interno que poderá ditar o seu afastamento da Polícia Nacional.

Diante de tudo isto, este novo caso, que se juntam a outros graves como os que envolveram agentes na violação sexual de uma mulher na Esquadra de Santa Catarina de Santiago e tráfico de armas por elementos do corpo da proteção de entidades oficiais, não deixará, segundo observadores atentos na Capital, de repercutir negativamente na imagem da Polícia Nacional, que é uma das instituições da República que normalmente goza de uma boa avaliação por parte dos cabo-verdianos.

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