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Poupanças dos cabo-verdianos nos bancos voltaram a crescer em novembro 14 Janeiro 2022

As poupanças dos cabo-verdianos nos bancos voltaram a aumentar em novembro, para 73 milhões de euros, permanecendo em valores máximos, segundo dados do Banco de Cabo Verde (BCV) compilados hoje pela Lusa.

Poupanças dos cabo-verdianos nos bancos voltaram a crescer em novembro

De acordo com o mais recente relatório estatístico mensal do Banco de Cabo Verde (BCV), os depósitos de poupança nos bancos cabo-verdianos estavam avaliados no final de novembro de 2021 em mais de 8.134 milhões de escudos (73 milhões de euros), uma ligeira subida face aos 8.120 milhões de escudos (72,8 milhões de euros) em outubro.

Estes depósitos de poupança, que atingiram assim o segundo valor mais elevado desde o início da pandemia de covid-19, cresceram ainda 11% face a novembro de 2020.

Em março de 2020, essas poupanças cifravam-se em 6.847 milhões de escudos (61,5 milhões de euros) e foram crescendo praticamente todos os meses, acumulando até ao momento um aumento de praticamente 20%, desde o início da pandemia.

Só entre março e abril de 2021 os depósitos de poupança nos bancos cabo-verdianos aumentaram 7%, de 7.736 milhões de escudos (70,4 milhões de euros) para quase 7.844 milhões de escudos (71,4 milhões de euros), segundo o histórico disponibilizado pelo BCV.

Em julho, contudo, registou-se a primeira queda no valor dos depósitos de poupança em nove meses, mas que voltou a crescer em agosto, para o valor mais alto do histórico disponibilizado pelo BCV, voltando a descer ligeiramente em setembro.

Já os depósitos a prazo nos bancos caíram ligeiramente no final de novembro passado, face ao mês anterior, para 44.578 milhões de escudos (400 milhões de euros), segundo os dados do banco central.

De acordo com o histórico do BCV, os depósitos de poupança nos bancos cabo-verdianos ultrapassavam no final de 2019 os 6.675 milhões de escudos (59,9 milhões de euros), pelo que se tratou de um crescimento de 11,4% no ano de 2020.

Esses depósitos valiam mais de 5.933 milhões de escudos (53,2 milhões de euros) em 2018, e 5.411,8 milhões de escudos (48,6 milhões de euros) em 2017.

Em Cabo Verde operam sete bancos comerciais com licença para trabalhar com clientes residentes.

O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) realizou um inquérito de conjuntura das famílias cabo-verdianas no segundo trimestre de 2020, chegando à conclusão de que a maior parte dos inquiridos (93,2%) considerou que a atual situação económica do país não permite fazer poupança.

Cabo Verde enfrenta uma profunda crise económica e financeira, decorrente da forte quebra na procura turística – setor que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago – desde março de 2020, devido à pandemia de covid-19.

Em 2020 registou uma recessão económica histórica, equivalente a 14,8% do PIB. O Governo cabo-verdiano admite que a economia possa ter crescido entre 6,5 e 7,5% em 2021, impulsionada pela retoma da procura turística, e prevê 6% de crescimento em 2022. A Semana com Lusa

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