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Porto Novo: João Lima descarta possibilidade de ser afastado da edilidade por “desentendimentos” com o edil 31 Dezembro 2018

O vereador da Câmara do Porto Novo João Lima afastou, este domingo, “qualquer possibilidade” de poder vir a ser afastado da edilidade por “desentendimentos” com o edil, Aníbal Fonseca, assegurando que vai continuar no executivo camarário para servir este município.

Porto Novo: João Lima descarta possibilidade de ser afastado da edilidade por “desentendimentos” com o edil

João Lima, médico de profissão, especializado em Cardiologia, disse ter sido eleito vereador, em 2016, pelos portonovenses, que sempre o acarinharam e promete, por isso, continuar a exercer o cargo para o qual foi eleito, apesar dos desacordos com o presidente da câmara, Aníbal Fonseca, em como as acções da edilidade a nível da saúde devem ser realizadas.

O vereador, profissionalizado a meio tempo, disse ter conhecimento de que, por pressão do MpD, o partido que suporta a câmara, pode estar em curso o processo da sua desprofissionalização a meio tempo, ou seja, a possibilidade de ser retirados os proventos que usufruem, nesta qualidade.

“Vou continuar como vereador, porque fui eleito pelos portonovenses e vou continuar a fazer o meu trabalho. Pode até retirar-se o salário de vereador a meio tempo, porque isso não me afecta em nada”, avançou João Lima que garante que a câmara pode contar com sua lealdade até ao fim do mandato.

A polémica, que ameaça gerar uma crise no seio do executivo camarário, surge depois de o vereador ter, semana passada, denunciado que utentes no Porto Novo poderão ter sido usados como “cobaias” por médicos entomologistas estrangeiros, que têm chegado a este concelho para “fazer experiencias” a nível de extracção dentária, trazidos pela própria autarquia.

O presidente da câmara, Anibal Fonseca, em resposta, disse ter ficado “surpreendido” com as declarações do vereador João Lima, que “não veiculam” o executivo camarário, considerando-as de “uma gravidade extrema”.

“Actuamos de forma legal e respeitando toda a deontologia profissional no domínio da saúde”, sublinhou o autarca, assegurando que tanto as feiras de saúde, como as consultas de estomatologia promovidas pela autarquia têm a parceria da Delegacia de Saúde do Porto Novo, que tem sido “a autoridade efectiva” na realização dessas acções.

João Lima disse não retirar qualquer palavra do que disse e lembrou que o presidente da câmara tem vindo a contestar as suas declarações sobre o gestão da edilidade, uma das quais relacionada, também, com a necessidade de contenção de despesas por parte da vereação.

“Sou o único vereador que realiza a suas actividades a custo zero. Sou vereador a meio tempo, mas não gasto os recursos da câmara para realizar o meu trabalho, ao contrário dos outros vereadores que têm gasto somas de dinheiro em viagens sem quaisquer vantagens para Porto Novo”, avançou.

João Lima entende que, pelas suas características, Porto Novo merece ter “um estatuto especial”, tanto em matéria de saúde, como em outros domínios, como a economia, educação, defendendo ainda a necessidade de “uma abordagem diferente” das intervenções a nível social neste concelho que, a seu ver, continua sendo “muito sofrido”.

“Porto Novo é um concelho extenso, com muitas zonas encravadas e ainda muito pobres. Dadas a essas características, este município deve ter um estatuto especial, tanto em matéria de saúde como em outros domínios”, notou o vereador que, entre 1993 e 1999, exerceu o cargo de delegado de saúde deste concelho. A Semana/Infoprpress

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