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Património é novo petróleo? — Por 7 contos, 25 000 são donos deste castelo 17 Abril 2018

A ideia de que o património pode ser o tão ansiado petróleo que mudará a economia nacional não é de hoje, mas a sua concretização exige uma atenção às especificidades do país. Quantos de nós não lamentamos a inexistência de iniciativas para salvar uma peça do património nacional, Farol de Boi, Ponte Dom Luís, Fortim d’El Rei, Casa de João Serra, etc., etc.? Leitor/a, pagaria sete contos para ser co-proprietário dum item patrimonial renascido graças à iniciativa cidadã?

Património é novo petróleo? — Por 7 contos, 25 000 são donos deste castelo

A iniciativa pode ser mesmo empresarial, desde que casada com o amor ao património. Como nos mostra o exemplo dos que viraram castelão, castelã, como no século XIII, data da edificação, pagando uma soma que em média foi de 63 euros.

O ’Château de La Mothe-Chandeniers’ foi vendido por meio milhão de euros a vinte e cinco mil coproprietários, numa operação que angariou 1,6 milhão (de euros). Um montante que vai dar para as renovações do castelo de oitocentos anos, erguido no meio de um lago em La Vienne, centro-oeste de França.

A mobilização para salvar o castelo que estava ao abandono começou por uma iniciativa de jovens que pensaram em combinar "o digital-numérico e a história" para chegar às inconsciências jovens. O sucesso da ideia vê-se: o castelo abandonado renasce, como a maior co-propriedade do mundo.

A adesão dos até aí inconscientes sobre o valor do património nacional foi decisiva. Entre os aderentes estão o jovem, de 19 anos, que investiu os 300 euros das férias e muitos que abdicaram de algo que lhes parecia indispensável — um par de ténis da tal marca tal, atrair um público inconscienttenha em conta as caraterísticas nacionais. Fonte da foto: Site "Les amis du ’Château de La Mothe-Chandeniers"

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