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Parlamento: MpD destaca crescimento da economia, PAICV diz que políticas falharam e UCID declara desemprego em alta 16 Maio 2019

O MpD (poder) enalteceu hoje, no parlamento, o crescimento da economia, enquanto o PAICV (oposição) afirmou que as políticas falharam . Já UCID declarou que o crescimento da economia não reduziu o desemprego.

Parlamento: MpD destaca crescimento da economia, PAICV diz que políticas falharam e UCID declara desemprego em alta

Ao intervir, após a abertura do debate pelo vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, o líder do grupo parlamentar do Partido Africano da independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), Rui Semedo, afirmou, segundo a Inforpress, que Olavo Correia é “a cara das promessas de campanha do MpD” e “tem que responder ao povo o que é que falhou”.

Para ele, o Programa do Governo é hoje um “instrumento esquecido” do qual, praticamente, “ninguém fala, de tão irrealista, tão enganador e tão inadequado à capacidade de resposta do Executivo.”

“O crescimento que (o ministro) jurou passar a ser de 7%, por ano, é apenas uma miragem porque para ser atingido, nesta proporção, teríamos que ter um crescimento elevadíssimo nos próximos anos, o que não está projectado nem pelo Governo, nem pelo Banco Central e muito menos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) ou pelo Banco Mundial,” criticou Rui Semedo.

Para o deputado do PAICV, as metas do emprego também “ficaram bem distantes do empolgamento da campanha” e do “entusiasmo dos primeiros dias de deslumbramento”, as dívidas que, antes “eram esconjuradas”, hoje tornaram-se “virtuosas, controladas e controláveis” e a pobreza que antes “recuava, de forma sustentada”, hoje dá sinais de uma nova expressão e “teima em demonstrar a sua face mais perniciosa.”

Ainda segundo a Inforpress, Rui Semedo afirmou que o financiamento das empresas e do sector privado, parece esbarrar-se na “inércia e na incapacidade de converter o discurso na prática”, e o financiamento da educação, da formação e da qualificação dos quadros “deixou de ser prioridade.”

O deputado do Movimento para a Democracia (MpD, no poder), Alcides de Pina, por seu lado, reiterou que a economia está a crescer e a gerar rendimentos, “por mais que a oposição continua a fazer críticas sem sentido”.

Segundo o eleito isso deve-se ao “esforço titânico” para “salvar o país do abismo” evitando o endividamento que “tem prejudicado o crescimento económico.”

“Conseguimos de facto impulsionar a indústria do turismo alavancando Cabo Verde como líder entre as nossas sub-regiões. Porém isto auxiliará o turismo e o número de investimentos e turismo nesta área tem vindo a aumentar nestes últimos anos”, afirmou, lembrando que o relatório da Política Monetária do Banco de Cabo Verde (BCV) “é peremptório ao afirmar” que o crescimento em 2018 “se manteve estável acima dos 5%”, contrariamente aos países da África Subsaariana, das Seicheles e das Maurícias.

Conforme o eleito do MpD, a economia cabo-verdiana “mexe, apesar da pressão externa”, provocada pelo aumento do preço da matéria-prima energética, a taxa de desemprego baixou em relação ao valor que foi encontrado em 2105 e que “não fosse a severa seca nos últimos dois anos” haveria uma redução “abaixo dos dois dígitos e um o crescimento económico superior.”

Já a União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID, com assento parlamentar), através do deputado João Santos Luís, reconheceu que “de facto o país cresceu” em 2018 em 5%, mas que “não conseguiu reduzir o desemprego”, e o Governo “não consegue distribuir a riqueza”

Prova disso, garantiu, é que foram destituídos 8.775 postos de trabalho de 2017 para 2018.

Para o deputado, a dívida pública “continua a aumentar em termos absolutos”, apesar da tendência, a carga fiscal “continua elevada”, porque apenas 5% das empresas em Cabo Verde tiveram o Imposto Único sobre o Rendimento reduzido de 25% para 22%.

“As micro e pequenas empresas que estão no regime de REMP continuam com muitas reclamações e o Ministério das Finanças não está nem aí, o poder de compra para muitos cabo-verdianos é muito fraco até ainda”, concretizou a mesma fonte.

“Não tem havido melhoria do salário para a maior parte dos trabalhadores cabo-verdianos, hoje em dia, nós constatamos pessoas a trabalharem, mas com dificuldades em assumir as suas responsabilidades. É só ver as fábricas que funcionam em São Vicente”, reforçou João Santos Luís.

O deputado da oposição lembrou ainda que os preços dos transportes aéreos e marítimos “ainda são proibitivos para os cabo-verdianos” e que o seu partido está à espera da lei para concurso público que o ministro da Finanças prometeu levar ao parlamento, para além da resolução do problema de cerca de cinco mil funcionários da Administração Pública, de Santo Antão à Brava, conclui a Inforpress.

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