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Paquistão: Cristã Asia Bibi inocentada da acusação de blasfémia continua sob ameaça de morte 06 Janeiro 2019

Ameaçada de morte mesmo depois de ser inocentada pelo Supremo Tribunal, numa “sentença histórica” que, segundo a imprensa local, “pôs o painel de três juízes, muçulmanos, com a cabeça a prémio”, Asia Bibi continua "por razões de segurança mantida numa casa segura em Islamabad". O seu advogado escreve esta sexta-feira, 4, que é urgente que “um país ocidental ultrapassando a morosidade burocrática ofereça asilo a Asia Bibi e família”.

Paquistão: Cristã Asia Bibi inocentada da acusação de blasfémia continua sob ameaça de morte

A vida de Asia Bibi continua em suspenso enquanto não lhe for oferecido asilo num país ocidental, diz o seu advogado.

Os extremistas muçulmanos que puseram o Paquistão a ferro e fogo, quando em 31 de outubro Asia Bibi foi inocentada da condenação à morte decidida em 2010, continuam inamovíveis na sua decisão de executar a mulher, hoje com 47 anos, acusada de blasefema.

Recorde-se que em 3 de novembro, ao fim de quatro dias de motins em todo o país, o governo de Imran Khan cedeu à pressão para não libertar Asia Bibi, detida desde 19 de junho de 2009.

Carta-aberta do advogado insiste em pedido de asilo para Asia Bibi e família

Saif ul-Mulook, que fugiu para a Holanda no sábado, 3/11, alegando ser essa a melhor solução para Asia Bibi — "Morto não a posso defender. Vou continuar a defendê-la a partir da Europa" – destaca em artigo de opinião no Muslim Times e no Gulf News desta sexta-feira, 4, que é urgente que “um país ocidental ultrapassando a morosidade burocrática ofereça asilo a Asia Bibi e família”.

O advogado lembra que todos quantos defenderam Asia Bibi foram perseguidos, alguns até à morte como o governador Taseer “assassinado por um dos seus próprios guarda-costas”.

“Em 2011, Salman Taseer, o prominente governador do Punjab visitou Asia na prisão e prometeu-lhe trabalhar para a sua libertação”. Foi a sua sentença de morte.

“Poucos meses depois, Shahbaz Bhatti, ministro das minorias e que defendera Asia, foi também assassinado “, escreve Saif ul-Mulook, que lamenta não poder regressar já ao Paquistão, mas que espera "poder fazê-lo dentro de dois anos, para continuar a defender casos de blasfémia politicamente motivados".

Fontes: Reuters/Muslim Times/ Relacionado: https://www.asemana.publ.cv/?Paquistao-Crista-Asia-Bibi-ainda-presa-e-advogado-foge-ameacado-de-morte, 4.11.2018

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