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Palestina: Milhares no enterro de Shireen Abu Akleh "assassinada pelo exército de Israel" 13 Maio 2022

Milhares de palestinos acompanharam hoje o enterro da jornalista. Enquanto a maior parte dos relatos acusam os militares israelitas, este tem desde as primeiras horas do dia fatídico atirado as culpas para os palestinos. As Nações Unidas, União Europeia e Estdos Unidos a uma só voz pedem "uma investigação rigorosa".

Palestina: Milhares no enterro de Shireen Abu Akleh

Israel e a Palestina continuam a acusar-se mutuamente pelo assassinato da jornalista em serviço na Cisjordânia e rejeitam uma investigação conjunta.

A jornalista Shireen Abu Akleh, rosto conhecido do canal de televisão do Qatar Al-Jazeera, foi mortalmente atingida na cabeça por uma bala na manhã de quarta-feira 11, enquanto fazia a cobertura de confrontos no campo de refugiados de Jenin, durante "uma operação militar israelita". Um outro repórter, Ali Asmoadi, foi baleado nas costas.

Os dois jornalistas palestinos vestiam o colete adequado (foto), "o que não impediu as Forças de Defesa de Israel de disparar contra eles", anunciou a Al-Jazeera, a condenar o que designa de "assassinato a sangue-frio" da jornalista veterana do canal de televisão sediado no Qatar.

Segundo o Ministério de Saúde da Palestina, a jornalista recebeu uma bala na cabeça e o outro jornalista foi alvejado nas costas.

De imediato, a IDF emitiu um comunicado a negar a acusação da Al-Jazeera. "Tivemos de intervir no campo de refugiados de Jenin para conter um atentado terrorista e houve disparos de ambas as partes". Acrescentou que "estamos a colocar a hipótese de que os jornalistas foram alvo de disparos de atiradores da Palestina, na troca de tiros".

A imprensa israelita da referência ouviu o jornalista Ali Asmoadi, que confirmou que ele e a colega fatalmente baleada tinham vestido o colete identificador dos jornalistas. A "Shireen tinha também colocado o capacete", acrescentou.

MNE: "dia triste", diz Lapid

O ministro Yair Lapid expressou "profunda tristeza" pela morte de Sareen Abu Aqleh e prometeu uma "investigação rigorosa".

"Os jornalistas têm de ser protegidos nas zonas de conflito e todos temos a responsibilidade de procurar a verdade", disse Lapid.

Fontes: AFP/Times of Israel/Haaretz/BBC... Fotos (AP/Reuters): Milhares no enterro da jornalista da Palestina Shireen Abu Akleh, de 51 anos, "assassinada pelo exército de Israel".

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