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Guiné-Bissau: PGR determina em investigar «políticos intocáveis» 24 Junho 2018

A procuradoria-geral da República da Guiné-Bissau anunciou, esta sexta-feira,22, a sua determinação em investigar e responsabilizar judicialmente os «ditos políticos intocáveis» e informou que esses processos estão «em velocidade de cruzeiro». Dirigentes do partido maioritário (PAIGC) confidenciaram ao Asemanaonline - porque os órgãos da imprensa do pais ainda não estão totalmente livre por medo - que esta actuação do MP resulta da pressão do Presidente José Mário Vaz para desacreditar principais figuras do partido, visto que saiu recentemente derrotado com a imposição da sanção da CEDEAO, obrigando-lhe a nomear um Primeiro-ministro de consenso.

Guiné-Bissau: PGR determina em investigar «políticos intocáveis»

Mas o PGR tem uma leitura diferente. Em comunicado citado pela Lusa, a procuradoria guineense indica estar em curso uma «vã tentativa de deitar areia nos olhos das pessoas» por parte daqueles que «querem travar a luta contra a corrupção no país».

A nota refere a existência de uma alegada campanha «orquestrada, caluniosa e difamatória» por parte «de representantes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC)» contra o Ministério Público, dirigida contra a pessoa do Procurador-geral da República, Bacari Biai.

É de recordar que o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, que é deputado, tem sido intimado pelo Ministério Público, que o quer ouvir no âmbito de um processo judicial, mas o parlamento guineense recusa-se a levantar a imunidade parlamentar ao visado.

Simões Pereira encontra-se ausente do país há mais de um mês.

O presidente do Parlamento, Cipriano Cassamá, moveu queixa-crime ao Procurador, Bacari Biai, no Supremo Tribunal de Justiça, por alegada coação ao órgão legislativo, abuso do poder, calúnia e difamação a Domingos Simões Pereira.

No comunicado, a procuradoria adverte o parlamento de que «usará todos os mecanismos que a lei lhe confere para fazer comparecer os suspeitos perante os magistrados» e que o órgão legislativo será responsabilizado «por falta de observância da lei».

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