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"Ouvi os médicos dizerem que eu estava em morte cerebral" 08 Janeiro 2019

O paciente com um AVC hemorrágico aos 38 anos, que o deixou seis dias em estado de coma, conta o que disse quando despertou: «Confrontei o médico ‘Então disse que eu estava em morte cerebral’»?

"No estado em que estavas era impossível teres ouvido!", replicou o médico, segundo contou o português Hélder Almeida(foto), de 38 anos, à jornalista da SIC Júlia Pinheiro.

“Os médicos estavam parvos! Como é que eu podia ter ouvido, como é que estava a lembrar?!” Mas ele ouvia e perguntava-se: "Como?! Se estou em morte cerebral, como é que ouço tudo?"

A esposa, Mª La Salete, confirma: “Ele respondeu às perguntas todas dos médicos: disse o nome, a idade, nomes de familiares” – mulher, filho, pais.

Mª La Salete adiantou contudo que mal se reconhecia o Hélder: "desfigurado, fisicamente, estava mal, não aguentava a cabeça, caía-lhe a saliva".

Hélder conta o bem-estar em que viveu os seis dias de coma: "Estava tão bem, estava num sonho, aquilo era uma festa, ouvia todos à volta de mim".

Ouviu os especialistas a avisarem a família que era difícil ele sobreviver. E que se sobrevivesse, os danos neurológicos seriam irreparáveis.

Hélder acordou sem sequelas neurológicas. Somente tem algumas limitações físicas.

Segundo a OMS, o AVC-Acidente vascular cerebral mata por ano cerca de 6,5 milhões de pessoas — 3,3 milhões de mortes causadas por AVC isquémico e 3,2 milhões por AVC hemorrágico.

A doença, que atinge mais pessoas idosas (dois terços dos atingidos por AVC têm mais de 65 anos de idade), tem elevado grau de mortalidade: cerca de metade das pessoas que sofrem um AVC vivem menos de um ano.

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