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Óscar’ da cozinha: Mãe e filha da Colômbia premiadas pelo "Melhor Livro de Culinária" com segredos de séculos dum prato latino-americano 06 Dezembro 2021

O seu livro de receitas valeu-lheso mais prestigiado prémio internacional de cozinha. São a Zoraida ‘Chori’ Agamez e a filha Heidy Pinto e entre as duas somam perto de um século a cozinhar ’tamales’, o que têm em comum com a maior parte das latinoamericanas, mas o que as distingue foi a ousadia de escrever um livro sobre isso, após uma viagem pelos países em que os tamales ou embrulhados são prato nacional.

Óscar’ da cozinha: Mãe e filha da Colômbia premiadas pelo

O livro ’Cem receitas de Envueltos/Embrulhados’ — ou tamales, que é como se chamam na Guatemala, México... — conquistou os jurados dos Gourmand World Cookbook Awards 2021. Mãe e filha iam agora receber em Paris o mais prestigiado prémio internacional de cozinha, um Óscar da Gastronomia na sua 26ª edição.

O prémio Gourmand World Cookbook é tido como o Óscar dos livros de cozinha e a sua atribuição à obra "escolhida pelo júri como o melhor livro de cozinha do mundo de 2021", publicita a editora colombiana no website ’El Toque Colombiano’.

Radiantes com a distinção, as duas cozinheiras narram como nasceu o livro. Em conversa dom a AFP, Heidy explicou. Durante anos "tínhamos vindo a trabalhar os envueltos/embrulhados em sessões de ensino das suas técnicas. Focávamos muito as massas, mas queríamos saber mais sobre os embrulhos".

"Foi assim que começámos a viajar pelo país, para investigar como são, como se fazem, como se chamam... Recolhemos mais de trezentas receitas!". Muito grande. "Por isso, decidmos fazer um livro só com os de banana ’plátano’, de mandioca e de milho, que são os que se encontram por toda a Colômbia".

Recheios

A massa de farinha — de milho, de mandioca, de banana ’plátano’ madura — é cozinhada com técnicas diferentes, segundo as regiões. A mesma variação encontra-se no modo como é tratado o recheio, o miolo, que tanto pode ser de carne de porco como de vaca e hortaliças.

O livro ao selecionar apens um terço da recolha feita, não contém qualquer referência aos insetos, que fariam parte da culinária antiga. Segundo as crónicas do século XVII — redigidas no âmbito do povoamento pelos conquistadores espanhóis que prosseguiram a ocupação dos territórios de maias, aztecas, incas —, a gastronomia dos povos autóctones incluía o consumo de insetos.

Cerimónia em Paris que a Ômicron adiou

Seria esta semana em Paris. Mas a Ômicron trocou a todos as voltas. Viagem à Cidade-Luz adiada quiçã até à próxima primavera.

Fontes: GourmandWorldCookbook.org/El Tiempo.co/

Relacionado: Português ganha Óscar’ da cozinha internacional — Autor e ’chef’ Flávio Furtado dedica prémio aos Açores, 08.fev.021. Fotos: Mãe e filha cozinheiras e autoras. Preparação das folhas, aqui de bananeiras.

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